Grupo jihadista Estado Islâmico promete "vingar" morte de antigo líder

Após um aumento de poder fulgurante em 2014 no Iraque e na vizinha Síria e a conquista de grandes parcelas de território, o EI viu o seu autoproclamado "califado" ser derrubado por sucessivas ofensivas nesses dois países, em 2017 e 2019, respetivamente.

A organização jihadista Estado Islâmico (EI) prometeu este domingo "vingar" o seu anterior líder, morto em fevereiro, e apelou aos seus membros para que aproveitem a guerra na Ucrânia para retomar os seus ataques na Europa.

A 3 de fevereiro, o Presidente norte-americano, Joe Biden, anunciou a morte do antigo dirigente do EI, Abu Ibrahim al-Hachimi al-Qurachi, que se fez explodir durante uma operação das forças especiais norte-americanas no noroeste da Síria, região sob o controlo de jihadistas.

A sua morte e a do antigo porta-voz do grupo foram confirmadas pelo EI a 10 de março.

"Anunciamos, confiando em Deus, uma campanha abençoada para vingar" a morte do líder do EI, declarou Abu Omar al-Muhajir, o porta-voz do grupo, num comunicado áudio hoje divulgado na plataforma digital Telegram.

O EI apelou também aos seus membros que para que retomem os seus ataques na Europa, aproveitando "a oportunidade" do "combate entre cruzados", referindo-se à invasão da Ucrânia pela Rússia, iniciada a 24 de fevereiro.

Abu Hassan al-Hachimi al-Qurachi, novo líder da organização radical sunita, o terceiro desde a sua criação, deu pouco que falar até agora.

Apesar de ter perdido força nos últimos anos, o EI "mantém uma presença largamente clandestina no Iraque e na Síria e lidera uma insurgência sustentada dos dois lados da fronteira entre os dois países", segundo um relatório da ONU divulgado no ano passado. Em ambos os países, a organização jihadista conserva "no total, dez mil combatentes ativos", de acordo com a mesma fonte.

O EI também reivindicou ataques no Afeganistão e no Paquistão, e há grupos 'jihadistas' que lhe estão afiliados a operar também em África.

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