Força aérea da Nigéria diz ter matado mais de 70 alegados extremistas islâmicos

Nesta época do ano e antes do início da estação das chuvas, a Nigéria intensifica frequentemente a ofensiva contra os extremistas islâmicos, num combate que trava há mais de 12 anos.

A força aérea da Nigéria anunciou que matou mais de 70 alegados membros do grupo extremista Estado Islâmico (EI), no norte do país, junto à fronteira com o Níger.

A zona do lago Chade, onde a Nigéria disse ter lançado ataques aéreos, é conhecida por acolher combatentes do EI na África Ocidental (ISWAP), um grupo extremista islâmico ativo desde 2016.

Juntamente com os rivais mais antigos, Boko Haram, as duas fações mataram mais de 40 mil pessoas na última década e mais de dois milhões de pessoas abandonaram as suas casas devido à violência.

"As missões realizadas a 13 de abril de 2022 sobre locais suspeitos identificaram um grande número de terroristas e um provável campo logístico", disse o porta-voz da Força Aérea nigeriana Edward Gabkwet.

Como resultado, foram "realizados ataques aéreos a 14 de abril de 2022 em Tumbun Rego e num campo de treino localizado aproximadamente a dois quilómetros a noroeste de Tumbun Rego", acrescentou, em comunicado.

Edward Gabkwet disse que os ataques aéreos foram conduzidos com aparelhos das forças aéreas da Nigéria e do Níger.

"Mais de 70 terroristas ISWAP foram eliminados ou gravemente feridos", indicou o porta-voz.

Nesta época do ano e antes do início da estação das chuvas, a Nigéria intensifica frequentemente a ofensiva contra os extremistas islâmicos, num combate que trava há mais de 12 anos.

Desde o ano passado, o ISWAP substituiu principalmente o rival Boko Haram, na sequência da morte do líder Abubakar Shekau, em confrontos entre fações.

Shekau tornou-se conhecido quando o Boko Haram raptou quase 300 alunas em Chibok, em 2014.

As tropas governamentais nigerianas combatem também grupos fortemente armados no noroeste e tensões separatistas no sudeste do país.

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