Exército anuncia libertação de 14 reféns pelo Hamas, um tem origem portuguesa

Entre os reféns libertados pelo Hamas está Liam Or, um jovem de 18 anos, com origem portuguesa, de acordo com a Comunidade Israelita do Porto.
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O exército israelita adiantou esta quarta-feira que 14 reféns, 10 israelitas e quatro tailandeses, foram libertados pelo Hamas, no âmbito do acordo entre as duas partes que hoje entrou no sexto dia e expira na quinta-feira.

Entre os reféns libertados pelo Hamas está Liam Or, um jovem de 18 anos, descendente de sefarditas, com origem portuguesa, de acordo com a Comunidade Israelita do Porto (CIP).

Liam Or é filho de Dana Or (com pedido de nacionalidade a decorrer) e sobrinho de Dror Or (cidadão português).

A CIP refere em comunicado que "as primas de Liam Or (que são filhas de Dror Or), Alma Or (13 anos) e Noam Or (17 anos), foram libertadas no sábado, o dia em que souberam que o pai era refém" (situação que ainda se mantém) "e que a mãe havia sido assassinada no dia 7 de outubro", durante os ataques do Hamas em território israelita.

De acordo com as forças israelitas (IDF, na sigla em inglês), a informação de que os 14 reféns israelitas foram libertados foi transmitida pela Cruz Vermelha.

Num primeiro momento, o Exército israelita divulgou que o Hamas ia libertar 12 reféns, referindo que dois já tinham sido transferidos para o Egito, atualizando mais tarde para a saída de 14 reféns da Faixa de Gaza.

De acordo com o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Qatar, duas cidadãs russos e quatro tailandeses foram hoje libertados pelo Hamas fora do quadro do acordo de trégua negociado com mediação do Qatar, dos Estados Unidos e do Egito.

Além disso, como parte do acordo de pausa humanitária, 30 palestinianos, incluindo 16 menores e 14 mulheres, serão hoje libertados pelos israelitas.

Entre os reféns libertados hoje pelo Hamas estão cinco cidadãos com dupla nacionalidade - um neerlandês, três alemães e um norte-americano -- ainda de acordo com o porta-voz.

A televisão egípcia, citada pela agência France-Presse (AFP), adiantou mais tarde que os dez reféns israelitas e quatro tailandeses libertados pelo Hamas já estavam no Egito.

Com o objetivo de prolongar a trégua, os países mediadores estão a redobrar os seus esforços e o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, terá conversações na quinta-feira em Israel e na Cisjordânia.

"Gostaríamos que esta pausa fosse prolongada", disse Blinken antes da sua partida, em Bruxelas. Esta extensão "significa mais reféns a voltar para casa e mais ajuda" para a Faixa de Gaza.

Após uma extensão inicial da trégua até quinta-feira às 07:00 locais (05:00 em Lisboa), uma fonte próxima do Hamas adiantou à agência France-Presse que o grupo concordou em estendê-la por mais quatro dias e libertar novos reféns israelitas, "sob o atual acordo e nas mesmas condições", mas nenhum entendimento foi ainda confirmado.

Até agora, no âmbito do acordo, o Hamas libertou 81 reféns -- 61 israelitas e 20 estrangeiros -- enquanto Israel entregou 180 palestinianos, todos mulheres e crianças.

A guerra começou em 07 de outubro, quando o grupo islamita Hamas, considerado terrorista por União Europeia e Estados Unidos, atacou de surpresa Israel, matando mais de 1.200 pessoas, segundo as autoridades israelitas, fazendo também mais de 200 reféns.

Em retaliação, Israel declarou guerra ao Hamas e passou a bombardear diariamente a Faixa de Gaza, onde desencadeou entretanto uma invasão terrestre, além de bloquear a entrada de bens essenciais como água, combustível e medicamentos.

Até ao início da trégua, os ataques do exército israelita na Faixa de Gaza tinham matado mais de 14 mil pessoas, segundo o Hamas.

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