Comerciante português morto a tiro em assalto em Pretória

João Alberto da Silva, de 62 de anos, era natural da Madeira e tinha um restaurante.

Um comerciante português de 62 anos foi morto a tiro à porta do seu restaurante na noite de sexta-feira na capital sul-africana Pretória, disse fonte familiar à Lusa.

"Foi ontem à noite por volta das 20.00 (horal local), não sei precisar ao certo, tinham fechado o restaurante, a esposa já estava dentro do carro à espera dele e de repente apareceram três meliantes, atiram-lhe três tiros e depois vieram ao carro e roubaram-lhe o saco com o telemóvel e o dinheiro do dia e fugiram", relatou o cunhado da vítima, Jaime de Caires, à Lusa.

Segundo este comerciante, o incidente ocorreu em Pretória West, ao lado da igreja de Santa Maria dos Portugueses, a igreja católica de Pretória, próximo da Embaixada de Portugal na África do Sul. A vítima, João Alberto da Silva, de 62 de anos, natural de Santo Amaro, Santo António, Funchal, Região Autónoma da Madeira, era proprietário do restaurante de comidas rápidas American Hot Foods, residindo na África do Sul desde 1988.

De acordo com a mesma fonte, a vítima foi declarada morta no local por uma equipa de paramédicos, acrescentando que a polícia sul-africana está a investigar o homicídio.

"A esposa disse que quando saiu do carro olhou para a cara dele e tinha um sorriso, mas deve ter sofrido morte praticamente quase imediata, mas poderia estar vivo ainda, ela diz que a ambulância demorou mais de vinte minutos a chegar [ao local], mas eu compreendo, naquela zona sozinhos sem ninguém poder ajudar, até o telemóvel dela tinham levado, depois, entretanto, ela lembrou-se e foi ao bolso do marido e tirou o telemóvel do bolso que não levaram", relatou Jaime de Caires.

"Quando saiu dali já estava morto", frisou.

Além da viúva, o comerciante português deixa três filhos entre os 23 e 35 anos e um neto de quatro anos, salientou o cunhado da vítima.

A criminalidade na África do Sul, um dos países mais violentos do mundo, piorou significativamente no último trimestre de 2021, tendo registado uma média de 74 homicídios e 122 queixas de violação diários, anunciou recentemente o ministro da Polícia sul-africano, Bheki Cele.

Na província de Gauteng, onde se situa Pretória, a capital do país, mais de 1500 pessoas foram mortas em apenas três meses, segundo a polícia sul-africana.

"Durante o período em análise [último trimestre de 2021], mais 243 pessoas foram mortas em Gauteng, o que reflete um aumento de 18,3%", salientou o comissário provincial da polícia Elias Mawela na passada sexta-feira em Joanesburgo.

Dados oficiais indicam que a província de Gauteng, onde reside a maioria dos cerca de meio milhão de portugueses no país, registou também um agravamento de 111,3% no número de sequestros, com 632 novos casos denunciados no último trimestre do ano passado.

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