Apoiantes de Trump intensificam apelos à violência antes da tomada de posse de Biden

Supremacistas brancos e extremistas de direita, apoiantes do atual presidente dos EUA, não desistem e incitam à guerra civil nas redes sociais.

A dez dias da tomada de posse do novo presidente, Joe Biden, apoiantes de Donald Trump intensificam os apelos à violência. O alerta foi dado por Jonathan Greenblatt, CEO da Liga Anti-Difamação (ADL . sigla em inglês).

Segundo Greenblatt, que antes de liderar a ADL foi assessor e conselheiro de Barack Obama na Casa Branca, as conversas entre "supremacistas brancos e extremistas de direita têm vindo a aumentar nos últimos dias". "Sentem-se encorajados neste momento", argumenta.

Jonathan Greenblatt alerta para o perigo deste tipo de incitamento à violência, afirmando que espera que "esta não piore antes mesmo de melhorar". O CEO da ADL diz que o país ainda está a recuperar do ataque de quarta-feira, dia 6 de janeiro, ao Capitólio, por parte de extremistas defensores de Donald Trump, que resultou em cinco mortos.

O líder da ADL diz que dias antes do ataque, os sinais de alerta foram claros nas redes sociais, mas que ninguém interferiu. "Havia post a incitarem ao ódio e à violência, à guerra civil e a pedir a morte de legisladores". Conta Greenblatt, que as conversas eram do estilo: "Vamos invadir os prédios do governo, matar polícias, matar guardas de segurança, matar funcionários e agentes federais e exigir a recontagem de votos." E ainda "Trump ou a guerra".

Passaram três dias deste ataque e as conversas sobre ódio e violência regressam em força. O ex-assessor de Obama defende que é preciso atuar em relação a este tipo de violência.

Para o CEO da ADL, o caos lançado na quarta-feira no Capitólio, para dissuadir o Congresso de certificar os resultados da vitória de Joe Biden, nas últimas eleições de 24 de novembro, mostrou uma perda de controlo por parte do próprio Donald Trump, o que até tinha conseguido manter durante os quatro anos da sua liderança.

Depois do ataque dos manifestantes, Trump fez um apelo 'morno' para que voltassem a casa, mas repetindo a mesma mensagem, que tinha sido roubado na contagem de votos na eleição.

Naquela noite, e quando o Congresso retomou os trabalhos, os líderes republicanos - incluindo o vice-presidente Mike Pence e o líder da maioria no Senado Mitch McConnell - condenaram os manifestantes nos termos mais veementes.

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