Alemanha, Dinamarca e Noruega vão enviar mais armamento para a Ucrânia

Os três países concordaram financiar conjuntamente a aquisição das armas eslovacas Zuzana-2 a um custo de 92 milhões de euros, que serão enviadas para a Ucrânia a partir de 2023.
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Alemanha, Dinamarca e Noruega vão fornecer à Ucrânia 16 sistemas de carros blindados a partir do próximo ano, anunciou este domingo Berlim, enquanto Kiev procura por armas mais pesadas para melhorar a luta contra a Rússia.

O anúncio foi feito depois da ministra da defesa alemã, Christine Lambrecht, visitar a Ucrânia este fim de semana pela primeira vez desde a invasão de Moscovo em fevereiro.

Alemanha, Dinamarca e Noruega concordaram em financiar conjuntamente a aquisição das armas eslovacas Zuzana-2 a um custo de 92 milhões de euros (90,2 milhões de dólares), disse o ministério da defesa em Berlim.

As armas serão produzidas na Eslováquia, com entrega para a Ucrânia a partir de 2023, disse.

A nova promessa ainda fica aquém do que a Ucrânia está a pedir. Kiev tem procurado repetidamente tanques de batalha Leopard da Alemanha, mas o governo do chanceler Olaf Scholz recusou.

Scholz disse que não quer estar sozinho no fornecimento de armas e só tomará decisões após consultar os seus aliados ocidentais. Na televisão pública ARD, Lambrecht defendeu novamenteas entregas de armas de Berlim à Ucrânia, insistindo que a Alemanha está a fazer muito para apoiar Kiev.

"Continuaremos a envolver-mo-nos de várias maneiras e novamente - como temos feito até agora - trabalharemos em conjunto com parceiros", disse no programa "Bericht aus Berlin".

Também insistiu que a Alemanha não iria tornar-se numa parte direta do conflito. "Está muito claro para o governo alemão e para toda a NATO. Não nos tornaremos parte da guerra", assegurou Lambrecht.

A sua visita à cidade portuária de Odessa, no sul, ocorreu no sábado, um dia depois de o presidente russo, Vladimir Putin, declarar a anexação de quatro regiões ucranianas. As anexações foram condenadas por unanimidade pelos aliados da Ucrânia, incluindo a Alemanha.

Lambrecht descreveu como as sirenes de ataque aéreo dispararam durante sua visita. "Vivemos isso duas vezes em poucas horas e tivemos que nos mudar para um bunker. Para aquelas pessoas, essa é a realidade".

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