O último ano trouxe novo crescimento na produção automóvel em Portugal, mas o total continua abaixo do período pré-pandemia. A associação que representa o setor alerta para os riscos da burocracia, que diz comprometer o mercado.Em 2025 saíram das fábricas estabelecidas em Portugal um total de 341.361 carros, o que significa um acréscimo homólogo de 2,7%. Face a 2019, porém, regista-se uma descida de 1,3%. Por outro lado, no número de novas matrículas, foram superados, pela primeira vez, os dados anteriores à pandemia.De acordo com os dados da Associação Automóvel de Portugal (ACAP), revelados nesta terça-feira, dia 10, o ano passado trouxe 225.039 novos registos de automóveis. Em causa estão aumentos de 7,3% face a 2024 e 0,6% em comparação com 2019.Assim indica o balanço do mercado automóvel para 2025 realizado pela ACAP. O estudo é emitido com uma periodicidade anual e incide, naturalmente, grande parte do foco na eletrificação do parque automóvel nacional.Dezembro de 2025 foi o mês com mais matrículas de automóveis 100% elétricos de sempre, à escala nacional. Um total de 5.590, que elevou para 52.256 o total registado em todo aquele ano. Em causa está um crescimento superior a dez mil unidades, por comparação com 2024. Posto isto, os ligeiros de passageiros elétricos (BEV, na sigla em inglês) já pesam 23,2% no total de ligeiros de passageiros novos matriculados. Um dado que coloca Portugal acima da média da UE (17,4%), na sexta posição entre os Estados-membros e a liderar entre os países do sul da Europa. As comparações têm por base os dados da Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA).Regulações ainda formam muitas barreiras"Continuamos cheios de burocracia", atirou Sérgio Ribeiro, presidente da ACAP, na apresentação do relatório. Um cenário que, de acordo com o próprio, "agrava as incertezas" sentidas pelos empresários. "A indústria automóvel faz o seu trabalho, mas está de mãos atadas", de acordo com o responsável. Assim, aponta a "falta de prioridades corretas dos políticos", numa crítica dirigida ao atual Governo e aos anteriores..ACAP acredita em acordo entre UE e China sobre subsídios à produção de elétricos