Venda de bens penhorados através do e-leilões ultrapassa 1400 milhões

A plataforma para a venda de bens em leilão eletrónico, ativa desde abril de 2016, regista forte procura por imóveis, veículos e mobiliário.

O e-Leilões, portal que vende bens resultantes de penhoras no âmbito de processos judiciais e os decorrentes de processos de insolvência ou apreendidos em processos-crime, já concretizou vendas superiores a 1400 milhões de euros nestes pouco mais de três anos de operação. Neste período, a plataforma de leilões eletrónicos, da responsabilidade da Ordem dos Solicitadores e dos Agentes de Execução (OSAE), alienou mais de 16 400 bens.

A procura por estes bens é elevada e os quase 30 mil utilizadores ativos da plataforma são prova desse interesse. Segundo a OSAE, os anúncios de imóveis, veículos e mobiliário são os que mais despertam a atenção dos licitantes, mas a oferta do e-leilões estende-se a outros bens, como direitos, equipamentos ou máquinas.

Neste ano, até setembro, já foram lançados a leilão 9285 bens penhorados e concretizadas 4407 vendas, que geraram 422 milhões de euros. Segundo a OSAE, o número de leilões inseridos tem vindo a aumentar de forma gradual, no entanto "prevê-se uma estagnação", dado o elevado volume que entrou em 2018 e já neste ano.

Jacinto Neto, presidente do conselho profissional do Colégio dos Agentes de Execução da OSAE, considera a evolução do portal "muito positiva" e sublinha que, nestes três anos, tem "crescido em todas as suas vertentes: visualização, novos licitantes e aumento do número de bens vendidos com valores correspondentes ao valor real". Segundo o responsável, o e-leilões garante valorização dos bens em venda, celeridade no processo, segurança e transparência para licitadores. A participação num leilão nesta plataforma está condicionada a portadores de certificado digital do Cartão de Cidadão ou chave móvel digital ou ao preenchimento de um formulário que carece de reconhecimento de assinatura.

Sónia Santos Pereira é jornalista do Dinheiro Vivo