Premium Empresa de anestesista recebeu meio milhão de euros num ano em prestações de serviços

Há empresas (muitas vezes unipessoais) onde os anestesistas recebem o dobro do oferecido no Serviço Nacional de Saúde para prestarem serviços em hospitais públicos carenciados. Aquilo que a lei prevê como exceção funciona como regra em muitas unidades hospitalares. Ministério diz que médicos tarefeiros são recursos de "última instância" para "garantir a prestação de cuidados de saúde com qualidade a todos os portugueses".

Só a empresa de um anestesista recebeu no ano passado quase 500 mil euros em prestações de serviços em hospitais públicos. Nos quatro contratos que assinou com o Centro Hospitalar do Médio Tejo chegou a ganhar 42,21 euros por hora, quando um especialista do Serviço Nacional de Saúde (SNS) no topo da carreira médica recebe no máximo 23 euros. Mesmo assim, há valores ainda mais altos a serem cobrados em situação de carência de anestesistas nos hospitais portugueses.

Este está longe de ser caso único mas chama a atenção pelo número de horas que conseguiu acumular, numa altura em que a greve de uma semana no Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra) vem alertar novamente para a falta de anestesistas no Serviço Nacional de Saúde: os hospitais públicos têm 541 anestesistas em falta, segundo os Censos de Anestesiologia de 2017.

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