Premium Bastonário dos Médicos defende: "PPP só em situações excecionais"

Para Miguel Guimarães, Portugal tem um dos melhores Serviços Nacionais de Saúde, mas que atinge cada vez piores resultados. Na véspera da Convenção Nacional de Saúde, o bastonário chama a atenção para a necessidade de investimento no sistema e para a valorização dos profissionais de saúde e dos utentes.

O protagonista da Convenção Nacional de Saúde deste ano é o cidadão, indica o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, um dos principais oradores da conferência que acontece nesta terça-feira, no Centro de Congressos de Lisboa. Durante a sua apresentação, vai defender um aumento da importância dada ao utente no Serviço Nacional de Saúde (SNS), numa altura em que o sistema "está a perder a capacidade de resposta" e em que no Parlamento se discute a nova Lei de Bases da Saúde.

O que se pode esperar da Convenção Nacional de Saúde deste ano?
A principal inovação desta convenção é o tom que nós resolvemos dar-lhe, porque vamos centrar a conferência verdadeiramente no doente. Vamos trazer os doentes, através dos seus representantes diretos (associações de doentes), para o debate de algumas questões fundamentais no panorama atual da saúde em Portugal: os cuidados de saúde primários, a medicina de proximidade, o serviço de urgência.

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