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5G

5G. Vem aí uma revolução tecnológica, mas será boa para o negócio? E para a saúde?

Há uma revolução tecnológica em marcha: uma nova rede de comunicações móveis que vai trazer para a realidade muitas das imagens de marca da ficção científica. Hologramas, carros sem condutor, internet mil vezes mais rápida. O futuro é já ali. Mas há dúvidas sobre os efeitos para a saúde, e mesmo sobre a viabilidade económica do negócio.

Nos últimos tempos, Lisboa tem visto o futuro. Carros que viajam sem condutor, hologramas, jogos de computador em que os gestos se reproduzem no ecrã em tempo real. As principais empresas de telecomunicações - a Altice, a NOS e a Vodafone - têm gabinetes dedicados àquilo a que, há poucos meses, chamaríamos de ficção científica.

Dentro de seis anos, em 2025, todas as instituições públicas europeias (escolas, hospitais, tribunais, estações ferroviárias, por exemplo) vão dispor de velocidades de rede inimagináveis: 1 gigabyte por segundo. Ou seja, a internet vai ser mil vezes mais rápida do que é hoje. Isso vai permitir outra mudança: cem vezes mais dispositivos estarão ligados à rede. Não só telemóveis, computadores ou tablets, mas também os eletrodomésticos mais banais, como os frigoríficos, os micro-ondas, os ares condicionados. Esta é a "revolução" que a União Europeia prevê, no seu plano de ação. Em vez de videochamadas poderemos falar à distância entre hologramas. Haverá linhas inteiras de produção robotizada que são capazes, sem qualquer força de braços humana, de carregar camiões, que viajam sem condutor, descarregam a mercadoria em armazéns onde drones tratam da distribuição. Médicos poderão operar doentes a quilómetros de distância, em tempo real.

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