Premium

5G

5G. Vem aí uma revolução tecnológica, mas será boa para o negócio? E para a saúde?

Há uma revolução tecnológica em marcha: uma nova rede de comunicações móveis que vai trazer para a realidade muitas das imagens de marca da ficção científica. Hologramas, carros sem condutor, internet mil vezes mais rápida. O futuro é já ali. Mas há dúvidas sobre os efeitos para a saúde, e mesmo sobre a viabilidade económica do negócio.

Nos últimos tempos, Lisboa tem visto o futuro. Carros que viajam sem condutor, hologramas, jogos de computador em que os gestos se reproduzem no ecrã em tempo real. As principais empresas de telecomunicações - a Altice, a NOS e a Vodafone - têm gabinetes dedicados àquilo a que, há poucos meses, chamaríamos de ficção científica.

Dentro de seis anos, em 2025, todas as instituições públicas europeias (escolas, hospitais, tribunais, estações ferroviárias, por exemplo) vão dispor de velocidades de rede inimagináveis: 1 gigabyte por segundo. Ou seja, a internet vai ser mil vezes mais rápida do que é hoje. Isso vai permitir outra mudança: cem vezes mais dispositivos estarão ligados à rede. Não só telemóveis, computadores ou tablets, mas também os eletrodomésticos mais banais, como os frigoríficos, os micro-ondas, os ares condicionados. Esta é a "revolução" que a União Europeia prevê, no seu plano de ação. Em vez de videochamadas poderemos falar à distância entre hologramas. Haverá linhas inteiras de produção robotizada que são capazes, sem qualquer força de braços humana, de carregar camiões, que viajam sem condutor, descarregam a mercadoria em armazéns onde drones tratam da distribuição. Médicos poderão operar doentes a quilómetros de distância, em tempo real.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Patrícia Viegas

Espanha e os fantasmas da Guerra Civil

Em 2011, fazendo a cobertura das legislativas que deram ao PP de Mariano Rajoy uma maioria absoluta histórica, notei que quando perguntava a algumas pessoas do PP o que achavam do PSOE, e vice-versa, elas respondiam, referindo-se aos outros, não como socialistas ou populares, não como de esquerda ou de direita, mas como los rojos e los franquistas. E o ressentimento com que o diziam mostrava que havia algo mais em causa do que as questões quentes da atualidade (a crise económica e financeira estava no seu auge e a explosão da bolha imobiliária teve um impacto considerável). Uma questão de gerações mais velhas, com os fantasmas da Guerra Civil espanhola ainda presente, pensei.