Premium Pastelarias vão acabar com as gorduras escondidas nos bolos

Empresas de panificação e pastelaria assinam hoje um protocolo com a Direção-Geral da Saúde e o INSA em que se comprometem a cortar nos chamados ácidos gordos trans. "Tecnicamente é a abolição destas gorduras", realça o Ministério da Saúde

Os portugueses vão passar a comer menos gorduras artificiais nos bolos, ingredientes que aumentam os riscos de doenças cardiovasculares e cancro. A Direção-Geral da Saúde, o INSA e as empresas de panificação e pastelaria assinam hoje um acordo em que a indústria se compromete a reduzir os chamados ácidos gordos trans já nos próximos dois anos. "Tecnicamente", diz o Ministério da Saúde ao DN, estamos a falar da "abolição das gorduras trans destes produtos."


O protocolo que continua o trabalho que levou à redução do sal no pão determina que, até ao final do próximo ano, as empresas usem apenas um máximo de dois gramas destes ácidos em cada cem gramas de gordura, e prevê uma meta ainda mais ambiciosa para 2020: menos de um grama por cada cem de gordura. "O objetivo é melhorar o perfil nutricional dos portugueses, porque enquanto no caso do açúcar e do sal podemos consultar os valores nos rótulos nutricionais dos produtos e procurar outro melhor se não nos agradar, estes ingredientes estão escondidos, não estão obrigatoriamente nos rótulos", explica ao DN o diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS), Pedro Graça.

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