Premium Engenharia e Medicina podem perder candidatos em 2020

Engenharias e Medicina são cursos que dependem de provas de ingresso cujas médias desceram nos exames nacionais deste ano. Dirigente do Conselho de Reitores diz que tal poderá impactar o número de colocados em determinadas licenciaturas.

Há anos que os resultados dos exames nacionais de 11.º ano de Física e Química A e de Biologia e Geologia não são de aplaudir. E apesar de em 2018 as médias terem aumentado, em 2019 a tendência foi reposta com um decréscimo nas médias e aumento da taxa de reprovação. Mas as consequências dos maus resultados só serão sentidas no próximo ano, quando os alunos que as concretizaram (agora no 11.º ano) vão estar no 12.º ano e a candidatar-se à faculdade. O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) não tem dúvidas de que o efeito será uma diminuição das candidaturas em áreas para as quais estas disciplinas são pedidas como provas de ingresso. Das Engenharias à Medicina, há cursos que "vão assistir a maiores dificuldades para o ano".

A grande parte dos alunos que realizaram os exames destas disciplinas neste ano encontram-se a um ano de poderem candidatar-se ao ensino superior, ao qual poderão concorrer com estas provas, dependendo da área pela qual optarem.

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Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.