Premium Quase 60% dos jovens começam a trabalhar sem curso superior

Cerca de 60% dos jovens portugueses ainda entram no mercado de trabalho sem qualificações superiores. Encontrar estratégias para atrair mais jovens é o tema da Convenção do Ensino Superior, que começa nesta segunda-feira.

Na última década, em grande parte graças à aposta nos cursos profissionais, Portugal evoluiu muito no desafio de levar cada vez mais alunos a estudarem pelo menos até aos 18 anos. Na faixa etária dos 15 aos 19 anos, o país supera mesmo as médias da OCDE e da União Europeia, com 91,25% dos alunos na escola. Mas esta via alternativa não tem alcançado o mesmo sucesso quando se trata de motivar os estudantes a darem o passo em frente: apesar dos esforços para desenvolver "pontes" entre secundário e superior, nomeadamente com os cursos técnicos superiores profissionais (TeSP), entre 70% e 75% de quem passa pelas ofertas profissionalizantes do secundário acaba por não prosseguir estudos. Uma realidade que universidades e politécnicos querem ver mudada, através de compromissos entre as diferentes forças políticas para melhorar a articulação entre o básico e secundário e o superior.

"Diria que há uma realidade dual", diz ao DN Pedro Dominguinhos, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP). "Nas vias científico-humanísticas, 80% a 90% dos alunos prosseguem para o ensino superior. Onde temos um caminho a fazer ainda mais é nos alunos que terminam o ensino profissional. Precisamos de ter mais a chegar ao ensino superior.

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