Assumir a falha  

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O DN errou ao escrever "Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa" em vez de "Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa" (UNL em vez de UL) no artigo que fez manchete na edição de ontem. O jornal apresenta as desculpas à Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa na pessoa do Ex.mo Senhor Reitor da Universidade Nova de Lisboa, na pessoa da Ex.ma Senhora Diretora da Faculdade de Direito, respetivos docentes, alunos, toda a comunidade escolar e seus parceiros, bem como a todos os leitores do jornal.

Num meio de comunicação social com 157 anos, certamente que não foi a primeira vez que o DN falhou, mas, ainda assim, os lapsos são uma exceção ao longo da história, e daí a credibilidade desta marca de jornalismo que é reconhecida por todos. Essa credibilidade também passa por saber assumir o lapso, o que o DN está a fazer. Não deixa de ser um erro e há que assumir, com frontalidade e transparência, sempre que uma falha sucede e ainda tudo fazer para que no futuro não volte a acontecer.

Trata-se de um erro involuntário e fruto da voracidade dos tempos e dos prazos de fecho da edição em papel, que levou a que, por lapso, fosse referida a UNL em vez da UL no artigo que faz manchete e no respetivo texto, assinado pela jornalista Fernanda Câncio nas páginas 4 e 5 da respetiva edição de 4 de abril de 2022.

Por erro involuntário, seguiu para a gráfica e foi impresso na edição em suporte de papel. Ainda assim, a manchete foi atempadamente corrigida no suporte de e-paper e online (www.dn.pt) e com uma nota de retificação e pedido de desculpas pelo sucedido. O título correto da peça é: "10% dos docentes da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa denunciados por assédio".

Com respeito pela Faculdade de Direito da Universidade Nova de Lisboa, bem como por todo o universo da Universidade Nova de Lisboa, pela sua história e trabalho de excelência desenvolvido, apresento humildemente as minhas desculpas em nome pessoal e em nome da Direção do Diário de Notícias, bem como a todos os leitores.

Em Portugal ou no estrangeiro, esta realidade é crescentemente denunciada e deve preocupar-nos a todos e a todas. O assédio sexual não é, infelizmente, novo na história da humanidade, mas em pleno século XXI as mulheres passaram a denunciá-lo de forma pública e clara.

O nascimento do #MeToo, em 2017, deu e dá voz a essas mulheres e junta nomes de todo o mundo num movimento contra o assédio e a agressão sexual. Uma ativista começou a usar a frase "Eu também" ("Me too") e ficou popularizada. A magnitude do problema vai muito além do universo das atrizes de Hollywood ou das produtoras de cinema. É transversal em termos sociais e não pode ficar silenciado.

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