Premium Pactos de governo? Só a nível local e regional

Os partidos espanhóis não conseguem fechar, a nível nacional, um acordo de governo. Mas por toda a Espanha proliferam pactos, a nível das autarquias e das comunidades, entre esses mesmos partidos. E nas mais diversas combinações.

"É verdade que a negociação provoca vergonha alheia." Foi desta forma que Pablo Echenique, negociador do Unidas Podemos nas conversações com o PSOE, descreveu, no canal La Sexta, o falhanço de um qualquer acordo entre as duas formações para governar em Espanha. Pedro Sánchez deu por terminadas as negociações, mas Pablo Iglesias exige um acordo de coligação, com pastas ministeriais para o Unidas Podemos, recusando, para já, uma solução à portuguesa, ou seja, viabilizar, só com apoios pontuais, um governo socialista minoritário.

Mesmo coligados, os dois partidos não teriam maioria absoluta e, por isso, Sánchez prefere não se amarrar ao Unidas Podemos e, por exemplo, às suas posições sobre a Catalunha. Tendo em conta os resultados das legislativas de 28 de abril, as únicas fórmulas que dariam, facilmente, essa maioria seriam uma coligação entre PSOE e Ciudadanos ou entre PSOE e PP. Mas todos os líderes destes partidos recusam uma qualquer grande aliança de centro.

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