Natacha Cardoso/Global Imagens
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Volume de negócios de lojas de dimensão relevante aumenta 5,2% em 2024

Valor totalizou 26 mil milhões de euros e o de vendas 25,8 mil milhões de euros, tendo ambas subidas homólogas de 5,2%, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).
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O volume de negócios dos estabelecimentos de comércio a retalho cresceu 5,2% em 2024 para 26,0 mil milhões de euros, tendo o número de estabelecimentos subido 2,9% para 3.800, anunciou esta sexta-feira, 28, o INE.

Nas estatísticas do comércio relativas às unidades comerciais de dimensão relevante referentes a 2024, hoje divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o volume de negócios destes estabelecimentos totalizou 26,0 mil milhões de euros e o de vendas 25,8 mil milhões de euros, tendo ambas subidas homólogas de 5,2%.

Em 2024, os estabelecimentos em análise empregaram 130,5 mil trabalhadores (mais 3,8% do que em 2023).

No ano em análise, o número de transações subiu 5,8%, tendo sido realizadas 1,2 mil milhões de operações.

Do volume total de negócios, o das unidades de retalho alimentar representou 70,7%, ou 18,4 mil milhões de euros, num crescimento homólogo de 4,8% (abaixo dos 14,0% um ano antes).

Em 2024, 48,5% das unidades comerciais de dimensão relevante realizavam comércio a retalho alimentar e empregavam 67,0% dos trabalhadores, observando-se variações de 0,2 e -1,0 pontos percentuais, respetivamente.

As unidades de retalho alimentar representaram 81,9% do total de transações em 2024 e somavam uma área de exposição e venda de 2,3 milhões de metros quadrados (subida de 2,4%) e 87,4 mil trabalhadores.

Nestas unidades, a importância relativa das mulheres cresceu 6,3 pontos percentuais, que representaram, em 2024, 74,7% do pessoal ao serviço nas unidades de retalho alimentar, sendo que 73,1% do total estava a tempo completo e 26,9% em tempo parcial.

No retalho alimentar, a categoria outros produtos alimentares, que inclui arroz, massas e cereais, entre outros, gerou a maior receita, representando 13,9%, seguindo-se carne e produtos à base de carne (12,9%) e frutos e produtos hortícolas (11,9%).

Segundo os dados recolhidos pelo INE, a venda de produtos de marca própria – vendidas por todos os estabelecimentos analisados - representou 47,0% das vendas globais do retalho alimentar crescendo 1,8 pontos percentuais para 8,6 mil milhões de euros (+8,9%).

Já o volume de negócios dos estabelecimentos do retalho não alimentar subiu 6,2% para 7,6 mil milhões de euros, distribuído por 213,2 milhões de transações (mais 5,5%).

Este segmento contava com 1.958 unidades (mais 48 do que em 2023) e 43,1 mil trabalhadores (mais 7,2%).

Também neste segmento a percentagem de trabalhadores a tempo completo (62,7%) era superior à daqueles em tempo parcial (37,3%), mantendo-se as mulheres como a maior parte da força de trabalho (65,3%).

Os principais produtos vendidos nos estabelecimentos de retalho não alimentar foram vestuário e acessórios (23,8%), computadores, telecomunicações e material ótico e fotográfico (12,6%), mobiliário, iluminação e têxteis (11,7%), eletrodomésticos (10,3%) e materiais de construção (8,8%).

Na análise à representatividade da marca própria, o INE apontou que 91,4% dos estabelecimentos de retalho não alimentar vendiam produtos de marca própria, que representavam 44,5% das vendas globais – o equivalente a 3,3 mil milhões de euros.

A unidade comercial de dimensão relevante corresponde a um estabelecimento comercial (considerado individualmente ou no âmbito de vários estabelecimentos pertencentes a uma mesma empresa) com uma área de venda contínua ou acumulada igual ou superior a 2 mil ou 15 mil metros quadrados, respetivamente, no caso do retalho alimentar; área de venda superior a 4 mil metros quadrados (contínua) ou 25 mil metros quadrados (acumulada) no retalho não alimentar; e área de venda contínua ou acumulada superior a 5 mil ou a 30 mil metros quadrados, respetivamente, no comércio por grosso.

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