O rendimento real das famílias per capita nos países da OCDE subiu 0,3% no terceiro trimestre de 2025, enquanto entre os membros do G7 este indicador estagnou, segundo dados divulgados esta terça-feira, 10, pela OCDE.Entre os 20 países para os quais há dados disponíveis, 11 registaram crescimento do redimento disponível, oito viram uma redução e um ficou inalterado. Contudo, o crescimento do rendimento real das famílias per capita no G7 estagnou, com a maioria das principais economias a registar uma contração.Nos países do G7, o Reino Unido registou a maior queda (-0,8%) no terceiro trimestre de 2025, impulsionada principalmente pelo aumento dos impostos sobre o rendimento e o património, enquanto o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) real per capita foi nulo.Em França e no Canadá, o rendimento real das famílias per capita caiu (-0,3% e -0,1%, respetivamente) devido à aceleração da inflação dos preços ao consumidor.A inflação também teve um impacto negativo no rendimento real per capita nos Estados Unidos (-0,1%), encerrando o período mais longo de crescimento contínuo pós-covid na OCDE, que começou no terceiro trimestre de 2022.Em contrapartida, a Itália registou um aumento na renda real das famílias per capita (1,7%), bem como a Alemanha (0,5%), impulsionado principalmente pela remuneração dos trabalhadores.Entre os restantes países da OCDE, a Hungria registou o maior aumento na renda real das famílias per capita (1,6%), enquanto a maior queda no rendimento real das famílias per capita foi observada na Holanda (-1,6%), onde as subidas nas contribuições sociais líquidas e nos impostos sobre a renda e o património compensaram os aumentos na remuneração dos empregados.Em Portugal, o rendimento disponível das famílias subiu 1,3% no terceiro trimestre do ano passado..Rendimento das famílias na OCDE acelera no 2.º trimestre com crescimento de 0,4%