A atividade da zona euro manteve o crescimento em janeiro graças ao aumento das novas encomendas, enquanto o otimismo em relação às perspetivas futuras atingiu um máximo em vinte meses.O índice PMI (Purchasing Managers’ Index) Composto do Hamburg Commercial Bank (HCOB) da atividade total da zona euro, elaborado pela S&P Global e hoje publicado, situou-se em 51,5 pontos em janeiro, inalterado em relação ao indicador de dezembro e acima dos 50 pontos que separam o crescimento da contração.Esta evolução explica-se porque o setor da indústria transformadora voltou a território de crescimento após uma primeira queda na produção em dez meses (registada no final de 2025) - embora num ritmo "fraco" -, enquanto a atividade do setor de serviços se manteve, embora o último aumento tenha sido o menor dos últimos quatro meses.O fator que limitou o ritmo de expansão foi a redução da atividade empresarial em França, que caiu pela primeira vez em três meses, uma fraqueza que contrastou com o crescimento contínuo na Alemanha - o mais intenso desde outubro de 2025 - e nos restantes países da zona euro como um todo.O relatório revela que as novas encomendas registaram o sexto mês consecutivo de expansão em janeiro, embora tenha sido apenas marginal e o mais lento desde setembro de 2025, com as destinadas à exportação novamente em negativo.Neste contexto, os níveis de emprego foram cortados e foi interrompida uma sequência de três meses de crescimento dos quadros de pessoal na zona euro, devido principalmente à diminuição "intensa" do emprego na Alemanha, "a mais acentuada desde novembro de 2009".Em contraste, o emprego continuou a aumentar em França e no restante da zona euro como um todo, continua o comunicado.No que diz respeito aos preços, o ritmo de inflação dos custos acelerou pelo terceiro mês consecutivo em janeiro e foi o mais acentuado em pouco menos de um ano, enquanto os preços cobrados também aumentaram a um ritmo mais rápido.Apesar disso, as empresas mostraram-se otimistas quanto ao aumento da produção nos próximos 12 meses, e o sentimento empresarial atingiu em janeiro o máximo dos últimos vinte meses. .Atividade das empresas da zona euro desacelera em dezembro