Restaurantes pedem apoio a fundo perdido ou não aguentam mais um inverno

Ana Jacinto, secretária-geral da AHRESP, diz que o início da retoma do turismo não se sente e as empresas da restauração, bebidas e alojamento precisam que entre dinheiro na tesouraria a fundo perdido, sob pena de não sobreviverem.

No primeiro fim de semana em que três concelhos recuaram no desconfinamento e apertaram as restrições, Ana Jacinto, secretária-geral da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) em entrevista ao Dinheiro Vivo assume que os efeitos não só económicos mas também a imagem do País.

Nestes três concelhos, os restaurantes voltam a fechar às 15.30. Que consequências terá isso para o setor?
As últimas medidas anunciadas impactam muito negativamente nos nossos setores. O setor não estava bem e vai ficar pior. São medidas que nos levam a não trabalhar, a não faturar, e nós precisamos muito de trabalhar e faturar. Estas medidas vão trazer consequências deste ponto de vista. E há outro pormenor, que não é um detalhe: é uma situação grave que tem que ver com tornar estes negócios ingeríveis. Temos expectativas, os empresários adquirem matérias-primas, contratam serviços e trabalhadores de acordo com a expectativa de determinado fluxo e trabalham para esse fluxo. A partir de determinado momento, diz-se que afinal as reservas têm de ser canceladas, o que se faz com as matérias-primas, os serviços e trabalhadores contratados?!

Há grande imprevisibilidade.
Exato. Está a ser muito difícil. É um facto que a AHRESP tem dito desde a primeira hora que não nos cabe comentar medidas de caráter sanitário e acreditamos que o governo as tome com fundamentação técnica e as considere cruciais para combater a pandemia, que todos queremos combater. Mas torna-se muito difícil, cada vez mais, explicar a racionalidade das medidas. Há outro fator para o qual chamamos constantemente a atenção: a necessidade de clareza, justificar, fundamentar as medidas para que as pessoas as entendam e seja mais fácil cumprir. A AHRESP tem feito um trabalho de proximidade junto das empresas, com as delegações em todo o país incluindo Açores, e usamos essa proximidade para andar na rua e ajudar a esclarecer dúvidas dos empresários, consumidores, até turistas. Os empresários têm feito um esforço tremendo para cumprir todas as regras, mas começa a ser difícil explicar algumas delas. Porque não são claras, fundamentadas, e é tudo muito difícil.

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