ANA: Solução do Montijo permite "resposta viável e otimizada". Alcochete "é para definir"

Empresa que gere os aeroportos elogia decisão de trabalhar já na solução Humberto Delgado - Montijo. Quanto à construção da infraestrutura em Alcochete, será algo a definir "no âmbito do seu contrato de concessão, definir com o concedente as condições de desencadeamento e realização dessa nova etapa".

A ANA - Aeroportos de Portugal saudou esta quarta-feira a decisão do Governo de investir nos aeroportos Humberto Delgado e do Montijo, garantindo que permite dar "a curto prazo, uma resposta viável e otimizada às necessidades de desenvolvimento" de Lisboa.

Em comunicado, a concessionária disse que "saúda a decisão do Governo português que permitirá dar, a curto prazo, uma resposta viável e otimizada às necessidades de desenvolvimento aeroportuário da região de Lisboa, através de uma solução pragmática de investimento nos aeroportos Humberto Delgado e do Montijo".

De acordo com a empresa, detida pelo grupo Vinci, "esta solução permitirá obter a capacidade aeroportuária que o país necessita, da forma mais rápida e economicamente viável, com benefícios para a economia, o turismo e a continuidade territorial portuguesa".

A ANA disse ainda que toma "em consideração a vontade do concedente de enquadrar uma nova fase de desenvolvimento a longo prazo, e assumindo a saturação do sistema Lisboa-Montijo", garantindo que irá, "no âmbito do seu contrato de concessão, definir com o concedente as condições de desencadeamento e realização dessa nova etapa".

O Governo decidiu avançar com uma nova solução aeroportuária para Lisboa, que passa por avançar com o aeroporto no Montijo para estar em atividade no final de 2026 e Alcochete e, quando este estiver operacional, fechar o aeroporto Humberto Delgado.

Segundo o Ministério das Infraestruturas, o plano passa por acelerar a construção do aeroporto do Montijo, uma solução para responder ao aumento da procura em Lisboa, complementar ao aeroporto Humberto Delgado, até à concretização do aeroporto em Alcochete, que aponta para 2035.

Num primeiro momento, o executivo decidiu não adjudicar a avaliação ambiental estratégica do novo aeroporto de Lisboa ao consórcio COBA/Ineco, por alteração "do propósito inicial", e entregar ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) a avaliação ambiental estratégica do Plano de Ampliação da Capacidade Aeroportuária da Região de Lisboa.

Segundo as previsões do gabinete de Pedro Nuno Santos, a solução a apresentar ao LNEC contabiliza o curto prazo com o longo prazo, avançando "o quanto antes" para o Montijo, estimando que a avaliação ambiental estratégica demore entre 12 a 18 meses. Assim, prevê, estará concluída no final de 2023.

A estimativa é que, terminada a avaliação ambiental estratégica, as obras possam começar no Montijo, com uma duração prevista de três anos, estando operacional no final de 2026.

Entretanto, segundo a mesma fonte, deverão decorrer obras no aeroporto Humberto Delgado para melhorar o conforto e a fluidez de passageiros naquela infraestrutura.

Ao mesmo tempo, o Governo quer que a ANA - Aeroportos de Portugal comece a trabalhar na solução no Campo de Tiro de Alcochete, "uma solução estrutural de longo prazo", com o plano de entrar em atividade em 2035, e nessa altura o aeroporto no centro da cidade de Lisboa será encerrado.

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