Portugal bate Países Baixos e está com um pé nos "quartos" do Europeu

Na última jornada, marcada para sexta-feira, Portugal, campeão mundial e europeu em título, qualifica-se mesmo perdendo por quatro golos com a Ucrânia, sendo que até pode ser derrotado por mais, se os anfitriões não vencerem a Sérvia.

A seleção portuguesa de futsal voltou este domingo a confirmar o favoritismo e venceu os anfitriões Países Baixos, por 4-1, na segunda jornada do Grupo A do Europeu2022, ficando muito perto da qualificação para os quartos de final.

Um golo na própria baliza de Oualid Saadouni, aos seis minutos, abriu caminho para a vitória dos campeões europeus e mundiais em título, que ampliaram o marcador por Pany Varela (20 e 23) e Afonso Jesus (40), enquanto Lahcen Bouyouzan (33) reduziu.

Depois de um triunfo no jogo de abertura, contra a Sérvia (4-2), Portugal assumiu a liderança isolada do agrupamento, com seis pontos, enquanto Países Baixos e Ucrânia somam três e a Sérvia não pontuou, face à derrota de hoje com os ucranianos (6-1).

Na derradeira jornada, um desaire por quatro golos de diferença, perante a congénere da Ucrânia, é suficiente para consumar a passagem aos quartos de final da competição continental, podendo até perder por mais, se os Países Baixos não vencerem a Sérvia.

O domínio da equipa das 'quinas' foi total desde o início da partida, com múltiplas oportunidades flagrantes desperdiçadas nos primeiros minutos, valendo sobretudo o guardião contrário Manuel Kuyk, em tentativas de Erick Mendonça e Bruno Coelho.

Zicky, eleito o melhor jogador jovem de futsal do mundo, mexeu com o encontro assim que entrou, com um remate desenquadrado em excelente posição, mas emendou logo de seguida, com seis minutos decorridos, quando atirou contra Oualid Saadouni e traiu Manuel Kuyk, que, desta vez, nada pôde fazer para evitar o golo inaugural de Portugal.

Em vantagem, os pupilos de Jorge Braz continuaram a controlar todos os momentos da partida, sem que André Sousa fosse incomodado na baliza, mas faltava agressividade ofensiva, pedida pelo técnico luso numa pausa técnica, até que Pany Varela disparou de primeira para o segundo tento, a 19 segundos do intervalo, após um passe de Zicky.

A vantagem de dois golos deu maior tranquilidade a Portugal para o segundo tempo e, aos 23 minutos, Pany Varela 'bisou' com um novo 'tiro' de primeira, desta feita em zona frontal, assistido por Bruno Coelho, com a bola a passar por entre as pernas de Manuel Kuyk.

Com o triunfo bem encaminhado, Portugal baixou um pouco o ritmo e os Países Baixos aproveitaram para se aproximar com mais regularidade da baliza de André Sousa, conseguindo mesmo reduzir, aos 33 minutos, numa desatenção do guarda-redes luso, adiantado no terreno e com Lahcen Bouyouzan solto à sua frente, após Jamal El Ghanoutti ter pontaria a mais e, de antes do meio-campo, acertar na trave.

Foi uma pequena chamada de atenção para o conjunto português, que não permitiu mais veleidades aos Países Baixos, a apostar no guarda-redes avançado nos últimos minutos, mas a pressão de Afonso Jesus sobre Mats Velseboer, a poucos segundos do fim, permitiu resgatar a vantagem de três golos, fuzilando depois para a baliza deserta.

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