Exclusivo "No avião celebrámos com champanhe. Ainda hoje revejo o jogo com o Arsenal"

A viver no Brasil, o antigo avançado do Benfica recordou a noite mágica de Highbury na única eliminatória em que os dois históricos se defrontaram a nível oficial. Ainda assim, o "profeta", como era conhecido, nem considera esse o seu melhor jogo pelos encarnados, embora de vez em quando o reveja com amigos

Quis o destino que no ano em que se comemoram os 30 anos da histórica vitória do Benfica em Highbury os encarnados voltem a encontrar o Arsenal nas competições europeias. Em 1991, o confronto, naquela que foi a última edição da prova como Taça dos Campeões Europeus, valia a passagem à fase de grupos, que se disputava pela primeira vez na história. Depois de afastar os malteses do Hamrun Spartans, com um agregado de 10-0, a equipa orientada por Sven-Göran Eriksson calhou com os campeões ingleses que voltavam a disputar o prémio mais apetecido a nível de clubes depois dos cinco anos de castigo devido à tragédia de Heysel (cumprido na época anterior mas, uma vez que o Liverpool foi punido com seis épocas, Inglaterra não teve representante na Taça dos Campeões 90/91). Depois de uma igualdade a um golo na Luz, a vitória na gélida noite londrina de 6 de novembro teve contornos épicos, com o Benfica a vencer no prolongamento por 3-1, muito graças a uma exibição de grande caráter coletivo e à inspiração do "profeta" Isaías, autor de dois golos no mítico recinto dos gunners, entretanto demolido. Em dia de carnaval, o avançado brasileiro, em plena pescaria - "Estou no mar e está muito vento" -, aceitou recordar esses momentos e a sua carreira ao DN.

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