Dragões marcaram cedo e geriram até chegar às meias

Herrera e Layún lançaram o FC Porto para uma vitória (2-1) em casa do Moreirense. Segue-se o Sporting, um clássico que terá quatro episódios em quatro meses
Publicado a
Atualizado a

O FC Porto garantiu ontem a presença nas meias-finais da Taça de Portugal ao vencer o Moreirense, em Moreira de Cónegos, por 2-1.

Com este triunfo, os portistas marcaram duplo encontro com o Sporting para discutir quem chegará à final Jamor. Aliás, vêm aí quatro clássicos entre estas duas equipas nos próximos quatro meses, começando já no dia 25, em Braga, para a Taça da Liga, seguindo-se depois mais dois no espaço de cinco dias, um para a Taça de Portugal (28 fevereiro) e outro para a Liga (4 de março), ambos no Dragão. Esta sequência de confrontos termina a 18 de abril com a segunda mão da Taça, em Alvalade.

Ontem, a equipa de Sérgio Conceição acabou por ter uma noite mais tranquila do que o resultado indica, pois aos 20 minutos já vencia por 2-0, vantagem com que chegou ao intervalo. Nesse período, a produção de jogo dos portistas foi bem superior à do Moreirense, cujo treinador Sérgio Vieira optou por rodar a equipa, fazendo sete alterações em relação ao jogo anterior, com o Benfica. É verdade que os portistas também fizeram várias alterações, mas no relvado a diferença de qualidade dos jogadores acabou por ser bem evidente e permitiu aos líderes do campeonato dominarem a partida.

Foi praticamente na primeira oportunidade que o FC Porto abriu o marcador, num lance em que Soares libertou Herrera, que bateu pela primeira vez Jhonatan Luiz. Com Layún a jogar, desta vez, no meio--campo ao lado de Herrera e à frente de Danilo Pereira, os dragões procuravam explorar a velocidade dos seus alas e a mobilidade de Soares para conseguir abrir espaços e isso acabou por acontecer pouco depois quando Layún aproveitou um mau corte de Rúben Lima para fazer o segundo golo e dar mais tranquilidade à equipa.

Em desvantagem, o Moreirense procurou reagir, mas sentia muitas dificuldades em fazer a ligação com o ataque, tendo no entanto acabado por criar duas boas situações que foram bloqueadas por Casillas: primeiro quando parou com o pé um remate de Ronaldo Peña, que depois Zizo não conseguiu emendar, e depois a segurar um remate fraco de Tozé.

Brahimi e Marega preocupam

Ainda assim, o único verdadeiro momento de sobressalto de Sérgio Conceição acabou por ser já perto do intervalo, quando Brahimi pediu a substituição devido a um problema numa coxa. À semelhança do que tem acontecido durante toda a época, o argelino estava a ser um dos melhores. O treinador do FC Porto terá ficado ainda mais preocupado quando, durante o aquecimento na segunda parte, Marega também sentiu uma limitação física que o impediu de entrar em campo.

Ao intervalo, Sérgio Vieira tirou o médio Ângelo Neto e lançou o avançado brasileiro Edno (34 anos), campeão brasileiro pelo Corinthians em 2011 que é reforço de inverno e que teve uma estreia de sonho, ao marcar o golo que dava esperança à equipa. Foi uma altura em que o Moreirense estava a conseguir fazer transições rápidas, muito por causa da ação de Tozé e Rúben Lima. Contudo, após sofrer o golo, o FC Porto conseguiu retomar o controlo absoluto do jogo, tendo tido até duas boas oportunidades para acabar com as dúvidas, ambas desperdiçadas por Soares.

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt