Dakar negoceia com Angola um regresso a África em 2018

Uma década depois, prova pode regressar ao continente onde tudo começou para celebrar a sua 40.ª edição

Prestes a completar o seu 40.º aniversário, o Dakar prepara-se para regressar a território africano já em 2018. A organização da prova rainha do todo-o-terreno a nível mundial tem planos para abandonar a América do Sul - onde a corrida se disputa desde 2009 - e voltar a assentar arraiais no continente onde tudo começou. Nesse sentido, Angola perfila-se como forte candidata a receber a corrida dentro de dois anos.

Os responsáveis pelo Dakar tiveram de ultrapassar muitas dificuldades para levar a cabo a 38.ª edição da prova, que ontem arrancou na Argentina. As desistências de Peru (alegou receio do fenómeno meteorológico El Niño) e Chile (abdicou para investir na recuperação das zonas afetadas pelas cheias que assolaram a região de Atacama) enfraqueceram a prova, motivando a organização a procurar novas soluções.

O diretor do Dakar, Étienne Lavigne, admitiu até já ter encetado negociações com Luanda para acolher a edição comemorativa dos 40 anos. "No Sul de África há terrenos para organizar este tipo de provas, nomeadamente em Angola, na Namíbia e na África do Sul. Há dois anos que estamos em conversações com o governo de Luanda sobre essa possibilidade", revelou o francês, em conferência de imprensa, ainda antes do tiro de partida desta edição.

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