“Não há nada de normal neste momento louco e revoltante”, diz Bono.
“Não há nada de normal neste momento louco e revoltante”, diz Bono.Foto: U2 by Anton Corbijn 2025

U2 lançam novas músicas com críticas a Putin e ao ICE

Banda irlandesa lançou ‘Days of Ash’, um novo EP com cinco temas contra a guerra na Ucrânia e o serviço de imigração dos EUA.
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A banda de rock irlandesa U2 lançou novas músicas, com participações de Ed Sheeran e um soldado ucraniano, abordando a guerra na Ucrânia e as políticas de imigração dos EUA. Days of Ash é “uma resposta direta aos acontecimentos atuais, inspirada pelas muitas pessoas extraordinárias e corajosas que lutam na linha da frente pela liberdade”, escreveu a banda no seu site. Este EP (formato curto) é composto por cinco temas e um poema, lançado antes de um álbum anunciado para o final de 2026, o primeiro com temas inéditos desde 2017, noticiou a agência France-Presse (AFP).

A banda, estrelas dos anos 1980 e 1990 com a sua música ativista, explora temas como a guerra, a violência e a política.

'Days of Ash', novo EP dos U2.
'Days of Ash', novo EP dos U2.

Em Yours Eternally, sobre a guerra entre a Ucrânia e a Rússia, os U2 dão a palavra ao soldado ucraniano Taras Topolia. A banda vai lançar um videoclipe no dia 24 de fevereiro para assinalar o quarto aniversário da invasão da Ucrânia pela Rússia. American Obituary aborda a morte de Renée Good, uma mãe assassinada a 7 de janeiro por um agente do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos).

Estas novas músicas são “canções de desafio, consternação e lamento”, comentou o cantor Bono, de 65 anos. “Não há nada de normal neste momento louco e revoltante, e precisamos de nos unir para que possamos recuperar a confiança no futuro”, frisou o cantor.

Os U2, formados em Dublin em 1976, são compostos por Bono como vocalista principal, The Edge na guitarra e teclados, Adam Clayton no baixo e Larry Mullen Jr. na bateria.

Este novo lançamento dos U2 segue os passos de outros artistas, como o norte-americano Bruce Springsteen, que em janeiro lançou a música Streets of Minneapolis para denunciar a repressão do ICE naquela cidade e a morte de dois civis, Renée Good e Alex Pretti, pelos seus agentes.

Já esta semana, o músico norte-americano anunciou uma digressão pelos Estados Unidos (EUA), “em defesa da democracia, da liberdade, da Constituição e do sonho americano”. Na sua página oficial na internet, Springsteen revelou que a digressão Land of Hope and Dreams (“Terra de Esperança e Sonhos”, em tradução livre) conta com 20 concertos, entre 31 de março em Minneapolis e 27 de maio em Washington.

Bruce Springsteen já tinha levado esta digressão pela Europa em 2025, para cerca de 700 mil pessoas, e lançou um EP com o mesmo título, regressando agora aos palcos norte-americanos, com uma mensagem crítica sobre a política dos EUA.

“Estamos a viver tempos sombrios, perturbadores e perigosos, mas não se desesperem, cavalaria está a chegar!”, escreveu, sublinhando que serão concertos em defesa de valores democráticos, que estão sob ataque por “um aspirante a rei e pela sua administração desonesta”, numa referência ao Presidente, Donald Trump.

Bruce Springsteen tem criticado repetidamente Donald Trump e a sua administração. “Donald Trump não compreende este país, a sua história e o que significa ser verdadeiramente americano”, declarou a lenda do rock norte-americano, também apelidado como “The Boss”, durante a campanha presidencial de 2024.

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