Exclusivo Helmut Newton. A fotografia é um teatro

Figura tutelar na história das relações entre as imagens e os artifícios da moda, Helmut Newton deixou um legado que está por redescobrir. Dos modelos anónimos às "supermodels", passando por muitas estrelas do cinema, o seu trabalho surge, agora, num livro monumental: Helmut Newton. Legacy é uma espectacular redescoberta de um dos grandes fotógrafos do século XX

Dizemos dos grandes criadores da história da arte que nos deixaram um legado de peso. É uma boa metáfora que, em qualquer caso, por vezes faz sentido também em sentido literal. Assim acontece com Helmut Newton: o livro Helmut Newton. Legacy, agora lançado pela editora Taschen, pesa nada mais nada menos que três quilos (aliás, 3,04 kg, de acordo com os dados da sua ficha oficial).

Em formato 24 x 34 cm, além de algumas centenas de fotografias, o livro propõe textos históricos e analíticos em três línguas (inglês, francês e alemão), da autoria de Philippe Garner, especialista britânico em história da fotografia, e Matthias Harder, atuai diretor da Fundação Helmut Newton, em Berlim. Ao longo de 424 páginas, aqui encontramos um magnífico resumo do legado de um dos grandes criadores de imagens do século XX. Redescobrimo-lo, antes de tudo mais, como um dos fotógrafos mais inovadores - e também mais influentes - na área da moda, a par de Irving Penn e Richard Avedon, da mesma geração, ou, mais recentemente, Annie Leibovitz e Steven Klein. Todos, explicitamente ou não, são herdeiros de figuras tutelares como Cecil Beaton, porventura mais conhecido ou, pelo menos, mais citado por causa do guarda-roupa que concebeu para Audrey Hepburn no filme My Fair Lady (1964), de George Cukor.

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