Vídeos-piratas continuam a ser controlados e retirados da internet

Uma semana após a morte de Prince, a empresa que trabalhava com o artista já mandou remover mais de mil ficheiros

Após a morte de Prince, na semana passada, muitos tentaram recordar alguns dos seus sucessos no youtube e partilhá-los nas redes sociais. Quem o fez deparou-se com uma dificuldade encontrar vídeos do artista nessa plataforma. É que Prince era um fervoroso defensor dos direitos de autor e não queria registos sem qualidade dos seus trabalhos, tendo contratado em 2007 uma empresa que passou a controlar e a mandar remover tudo o que era pirataria da internet. E é isso que a Web Sheriff (que numa tradução literal significa xerife da internet), continua a fazer.

Segundo o site Mashable, na semana que passou desde a morte de Prince, a 21 de abril, a Web Sheriff mandou remover mais de mil ficheiros relacionados com o artista da Internet. Esta mesma fonte dá o exemplo de um vídeo de uma performance final de Purple Rain filmado e partilhado por um fã que foi entretanto removido. Mas há outros.

Recordar a atuação de Prince no Coliseu de Lisboa, em 2013, é praticamente impossível. Quem assistiu a esse concerto foi avisado de que não poderia fotografar ou filmar, sob pena de ser expulso da sala. Era assim em todos os espetáculos.

A perseguição à pirataria arrancou em força em 2007 quando contratou a Web Sheriff e avançou com processos contra sites como youtube, eBay e PirateBay, segundo escreveu na época o The Independent. Prince. Um porta-voz do artista dizia que este estava pronto para desafiar o sistema e pôr os artistas e a música em primeiro lugar. Explicava ainda que se o Youtube conseguia filtrar pornografia também deveria ser capaz de filtrar filmes e músicas pirateados.

Nos dias que se seguiram, a Web Sheriff conseguiu que mais de dois mil clips não autorizados de Prince fossem retirados do youtube e impediu a realização de cerca de 300 leilões no eBay. Na época, apagavam-se uns e surgiam logo outros, mas com o passar do tempo a estratégia acabou por resultar.

Mas já na década de 1990, Prince tivera uma guerra por causa dos direitos de autor. Dessa vez foi com a editora Warner e levou o artista a mudar de nome para um símbolo impronunciável e a atuar com a palavra "escravo" escrita na testa.

Em 2014, Prince e Warner fizeram as pazes: ele recuperou a propriedade sobre as suas obras; e a editora ganhou o direito de remasterizar o seu catálogo.

Curiosamente, foi na Internet que as vendas das suas músicas após a notícia da morte dispararam.

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