Jannis Kounellis, artista da Arte Povera, morreu aos 80 anos

O escultor, conhecido pelo uso de materiais como carvão e pedras, morreu em Roma aos 80 anos

O artista Jannis Kounellis, um dos nomes mais importantes do movimento Arte Povera, morreu no hospital Villa Mafalda, em Roma, na quinta-feira. Tinha 80 anos.

Nascido em Piraeus, na Grécia, em 1936, Kounellis vivia em Itália desde os anos 50. Mudou-se para Roma aos 20 anos para estudar Belas Artes e fez da cidade a sua casa.

Mostrou o seu trabalho pela primeira vez em 1960, mas aquele que lhe trouxe mais reconhecimento artístico foi aquele que levou à galeria Attic e que envolvia 12 cavalos vivos, recriado em 2015 na galeria Gavin Brown's Entreprise, em Nova Iorque. Em 2009, a Tate, em Londres, organizou uma grande exposição dedicada ao pintor e escultor, em que se recriaram várias peças.

O uso de materiais da natureza ou orgânicos, como carvão ou pedras, fez dele um representante do movimento Arte Povera, um termo cunhado pelo crítico italiano Germano Celant, para designar o movimento artístico que nasceu em Itália a meados dos anos 60, caracterizado pelo uso de materiais pobres, procurado esbater fronteiras entre arte e quotidiano.

Jannis Kounellis era um nome habitual na Bienal de Veneza de artes plásticas, que começou a frequentar em 1972. Em 2013 foi um dos artistas representados no primeiro Pavilhão do Vaticano.

Mostrou o seu trabalho em Londres, Madrid, Viena, Eindhoven, nos EUA e no Brasil. Em Portugal, a sua obra está representada com duas peças (de 1971 e 1981-82) no Museu Coleção Berardo, que detém um núcleo de arte povera.

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