U2 marcam segundo concerto em Lisboa

O anúncio desta segunda data é feito no dia em que foram postos à venda os bilhetes para o concerto do dia 16 de setembro, que esgotaram rapidamente

Os U2 vão dar um segundo concerto em Lisboa, a 17 de setembro na Altice Arena, e os bilhetes serão colocados à venda a 02 de fevereiro, foi hoje anunciado pela promotora.

A banda rock irlandesa esgotou o primeiro concerto anunciado, para 16 de setembro naquela sala de espetáculos, no âmbito da digressão "EXPERIENCE + iNNOCENCE", pelo que foi marcada uma nova data.

O anúncio desta segunda data é feito no dia em que foram postos à venda os bilhetes para o concerto do dia 16 de setembro, que esgotaram rapidamente.

Com preços a variar entre os 37 euros e os 325 euros, os bilhetes foram disponibilizados a partir das 10:00 de hoje apenas em algumas lojas Meo e através da Blueticket, depois de ter havido um período de pré-venda no 'site' oficial da banda.

Num dos pontos de venda, na Amadora, Sérgio Cardoso foi o primeiro a comprar bilhete, depois de ter estado à espera no local desde domingo passado. À Lusa, visivelmente cansado, não escondeu a felicidade por ter conseguido bilhetes e contou que esta será a terceira vez que verá os U2 ao vivo.

Cerca das 10:00, além de Sérgio Cardoso, mais de 300 pessoas estavam concentradas na entrada do centro comercial Dolce Vita Tejo, com os primeiros da fila a denunciarem as longas horas de espera, tapados com cobertores, cachecóis e gorros. Entre eles circulavam pacotes de bolachas e bebidas.

No ponto de venda estavam disponíveis 770 bilhetes e cada pessoa tinha direito a quatro bilhetes, o que significa que muitos não conseguiram comprar ingressos.

Foi o caso de Ana Nascimento, a última pessoa que a agência Lusa encontrou na fila.

"Não tenho muita esperança de conseguir bilhete, mas vim na mesma. Não quis vir mais cedo, mas queria comprar para a família. Se houvesse uma segunda data era ótimo", disse na altura à Lusa, quando ainda não tinha sido anunciado o segundo concerto.

Nas vendas 'online', através da Blueticket, às 10:00:31 existiam quase 43 mil pessoas em fila de espera para comprar bilhete.

Esta será a sexta vez que os U2 atuam em Portugal, oito anos depois de terem feito dois concertos esgotados no Estádio Cidade de Coimbra, em outubro de 2010. Em 1982, tocaram no festival de Vilar de Mouros e em 1993, 1997 e 2005 atuaram no Estádio José de Alvalade, em Lisboa.

Os U2 voltam agora à estrada depois de terem feito em 2017 uma digressão de celebração dos 30 anos do álbum "The Joshua Tree".

Em dezembro passado lançaram o álbum "Songs of Experience", que dá o mote agora para a nova digressão mundial, que começa a 02 de maio em Tulsa, nos Estados Unidos, e chega à Europa a 31 de agosto, em Berlim.

Formados em Dublin em 1976, os U2 integram Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr.

Ler mais

Exclusivos

Premium

Henrique Burnay

Discretamente, sem ninguém ver

Enquanto nos Estados Unidos se discute se o candidato a juiz do Supremo Tribunal de Justiça americano tentou, ou não, há 36 anos abusar, ou mesmo violar, uma colega (quando tinham 17 e 15 anos), para além de tudo o que Kavanauhg pensa, pensou, já disse ou escreveu sobre o que quer que seja, em Portugal ninguém desconfia quem seja, o que pensa ou o que pretende fazer a senhora nomeada procuradora-geral da República, na noite de quinta-feira passada. Enquanto lá se esmiúça, por cá elogia-se (quem elogia) que o primeiro-ministro e o Presidente da República tenham muito discretamente combinado entre si e apanhado toda a gente de surpresa. Aliás, o apanhar toda a gente de surpresa deu, até, direito a que se recordasse como havia aqui genialidade tática. E os jornais que garantiram ter boas fontes a informar que ia ser outra coisa pedem desculpa mas não dizem se enganaram ou foram enganados. A diferença entre lá e cá é monumental.

Premium

Ruy Castro

À falta do Nobel, o Ig Nobel

Uma das frustrações brasileiras históricas é a de que, até hoje, o Brasil não ganhou um Prémio Nobel. Não por falta de quem o merecesse - se fizesse direitinho o seu dever de casa, a Academia Sueca, que distribui o prémio desde 1901, teria descoberto qualidades no nosso Alberto Santos-Dumont, que foi o verdadeiro inventor do avião, em João Guimarães Rosa, autor do romance Grande Sertão: Veredas, escrito num misto de português e sânscrito arcaico, e, naturalmente, no querido Garrincha, nem que tivessem de providenciar uma categoria especial para ele.