Paula Silva é nova diretora geral do Património Cultural

A arquiteta Paula Silva foi nomeada para o cargo de diretora-geral do Património Cultural, em regime de substituição, por despacho do ministro da Cultura, e inicia funções na próxima segunda-feira, anunciou hoje o Ministério da Cultura.

Paula Silva foi nomeada para o cargo de diretora-geral do Património Cultural, em regime de substituição, por despacho do ministro da Cultura, João Soares, e inicia funções na segunda-feira, anunciou ontem o Ministério da Cultura (MC).

Paula Araújo Pereira Silva, licenciada em Arquitetura pela Escola Superior de Belas Artes do Porto e mestre em Arqueologia pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, sucede a Nuno Vassalo e Silva, que assumiu este cargo em fevereiro de 2014, e em outubro último o deixou, quando tomou posse como secretário de Estado da Cultura, funções que desempenhou até 25 de novembro.

Foi diretora regional do Porto do ex-Instituto Português do Património Arquitetónico (IPPAR), de 2006 a 2007, e diretora de Bens Culturais da Direção Regional de Cultura do Norte, de 2008 a 2009, e, posteriormente, diretora Regional da Cultura do Norte, de 2009 a 2013, quando o diretor geral do Património era Elísio Summavielle. Desde 2014, chefiava a Divisão Municipal de Museus e Património Cultural da Câmara Municipal do Porto.

Ao contrário dos antecessores, Isabel Cordeiro e Vassalo e Silva, mais ligados aos museus, Paula Silva, 59 anos, tem um percurso ligado à recuperação de património, missão do cargo que agora vai ocupar. As atribuições da Direção Geral do Património Cultural (DGPC) "passam, entre muitos outros campos de atividade, pelo estudo, investigação, proteção legal e divulgação do património cultural imóvel, móvel e imaterial, pela gestão do património classificado arquitetónico e arqueológico, pela realização de obras de conservação nos monumentos classificados que lhe estão afetos, pela gestão dos Museus Nacionais e dos Monumentos Nacionais inscritos na lista do Património Mundial (UNESCO)", de acordo com o comunicado do MC.

Do currículo de Paula Silva, facultado à Lusa, consta a conservação e qualificação da Igreja e Mosteiro da Serra do Pilar, em Vila Nova Gaia, e a conservação e consolidação estrutural das muralhas de Valença do Minho, assim como a habitação paroquial de S. João Novo, no Porto, as obras de conservação e restauro da Igreja da Misericórdia, em Braga, e a conservação e valorização do Castelo do Sabugal, na Beira Alta.

No âmbito da Comissariado para a Renovação Urbana da Área de Ribeira/Barredo, no Porto, foi responsável pela requalificação de habitações, estabelecimentos comerciais e arranjos envolventes, assim como o arranjo urbanístico do largo Ator Dias, do Passeio das Virtudes e do largo da Alfândega, também no Porto. É da sua passagem pela Direção Regional de Cultura a ordem de demolição de esplanadas no Largo Parada Leitão, no Porto, contestada pelos comerciantes.

Como diretora geral do Património Cultural, Paula Silva terá nas suas mãos dossiers como a recuperação do Palácio Nacional da Ajuda e a sua conclusão, o futuro do Museu Nacional de Etnologia (a que pertence hoje o Museu de Arte Popular), a abertura do Museu da Música, entregue a Mafra pelo executivo de Passos Coelho mas defendida para Évora por Elísio Summavielle, ou a concretização do eixo Belém-Ajuda.

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