Zelensky critica as "táticas miseráveis" da Rússia após bombardeamento mortal

Presidente ucraniano acusa forças russas do disparo de 81 mísseis e de "aterrorizar civis".
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Volodymyr Zelensky atacou esta quinta-feira a Rússia após a o maior bombardeamento de mísseis na Ucrânia em várias semanas, que atingiu pelo menos dez das 27 regiões do país.

"O inimigo disparou 81 mísseis numa tentativa de intimidar os ucranianos novamente, retornando às suas táticas miseráveis. Os ocupantes só podem aterrorizar civis", disse Zelensky num comunicado online onde listou as regiões da Ucrânia atingidas pelos ataques.

Pelo menos quatro pessoas, dois homens e duas mulheres, foram esta quinta-feira mortos na região ucraniana de Lviv (oeste), e uma quinta pessoa morreu na região de Dnipropetrovsk, na sequência de um ataque russo, anunciaram as autoridades locais.

Um míssil russo, que caiu num bairro residencial de Zolotchiv, destruiu três edifícios, disse o governador Maksym Kozytsky, na rede social Telegram.

A quinta pessoa morreu e duas ficaram feridas na região de Dnipropetrovsk, onde foram alvo dos bombardeamentos infraestruturas de energia e edifícios industriais, disse o governador Serhii Lysak, citado pela agência de notícias Associated Press.

Alarmes aéreos soaram durante a madrugada em toda a Ucrânia, incluindo na capital, Kiev, onde explosões foram registadas em duas zonas, no ocidente da cidade.

Os sistema de defesa antiaéreos foram ativados em todo o país, desconhecendo-se ainda quantos mísseis atingiram alvos ou quantos foram intercetados.

A administração de Kiev disse que a cidade foi atacada com mísseis e 'drones' (veículos aéreos não tripulados) com explosivos.

Pelo menos duas pessoas ficaram feridas na zona ocidental da cidade, onde veículos ficaram em chamas, disse o presidente da câmara de Kiev, Vitali Klitschko.

De acordo com a administração militar, 40% dos consumidores em Kiev estão sem eletricidade.

A Rússia desencadeou esta madrugada vários ataques contra infraestruturas essenciais e edifícios residenciais na Ucrânia, incluindo em Karkhiv (leste), atingida por 15 mísseis, Odessa (sul) e Kiev.

Também a central nuclear de Zaporijia, ocupada pelo exército russo, ficou sem ligação à rede elétrica ucraniana, estando a garantir o fornecimento de eletricidade através de 18 geradores de emergência, com capacidade para dez dias.

Os alarmes em Kiev deixaram de se ouvir pouco antes das 08:00, ao fim de sete horas de ataque russo. O último tinha acontecido a 16 de fevereiro.

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