Videntes na Praia da Luz em busca de Maddie

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As buscas para tentar localizar Madeleine McCann, mas sobretudo as recompensas - que já ascendem a quatro milhões de euros - para quem der informações sobre o seu paradeiro, continuam a despertar o interesse e a disputa de videntes de várias nacionalidades. Em cerca de duas semanas, foram detidas três pessoas (um casal em Espanha e um homem na Holanda) por tentativa de extorsão de avultadas quantias monetárias ao casal McCann em troca de indicações sobre onde estaria a menina.

Duas portuguesas de 50 anos chegaram à Praia da Luz apresentando-se como médiuns. Primeiro certificaram-se da existência de apenas uma igreja na localidade. Depois, decidiram esperar, ontem de manhã, pelo casal McCann, após a celebração da missa, tendo "conversado durante algum tempo com os pais" da menina inglesa. O diálogo decorreu em "tom sério e calmo", mas desconhece-se qual o resultado. "Nestes dois meses, já perdi a conta à quantidade de pessoas, homens e mulheres, que aparecem aqui à procura de fotografias da Madeleine e do apartamento onde ela estava. Uns dizem que são médiuns, outros tentam ser discretos. Mas, à medida que aumentou o valor da recompensa, não param de chegar", diz uma funcionária de um minimercado.

Há cerca de um mês, uma vidente húngara, acompanhada pelo seu marido de nacionalidade romena e alguns amigos, veio propositadamente de Valência (Espanha). Missão: entrar no apartamento de onde desapareceu Madeleine, a fim de seguir pistas sobre o possível paradeiro da criança. Na altura, o grupo não conseguiu os seus intentos (a habitação estava selada por ordem do Ministério Público), nem tão pouco pegar no já famoso peluche cor-de-rosa da menina para "sentir vibrações". O melhor que a mulher e o marido conseguiram foi caminhar junto ao aldeamento "para cheirar o ambiente e tentar descobrir qualquer coisa". Depois, deixaram o Algarve. Só nas duas primeiras semanas após o desaparecimento, chegaram ao Departamento de Investigação Criminal de Portimão da Polícia Judiciária informações de "mais de 150 videntes de várias partes do mundo", lembrou ao DN um inspector, desvalorizando as pistas fornecidas. "Até lhes costumo perguntar se também sabem a chave do Euromilhões e aí termina a conversa..."|

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