UE inicia ponte aérea com Egito para enviar ajuda humanitária a Gaza

A população em Gaza vive uma "situação humanitária desastrosa", na sequência do "ataque terrorista hediondo" perpetrado pelo movimento islamita Hamas contra Israel, no dia 7 de outubro, e da retaliação israelita que se seguiu, diz a Comissão Europeia.
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A União Europeia (UE) vai abrir uma ponte aérea com o Egito para enviar ajuda humanitária à população palestiniana de Gaza, que enfrenta uma situação "desastrosa", anunciou esta segunda-feira a Comissão.

Em comunicado, a Comissão Europeia reconheceu que a população em Gaza vive uma "situação humanitária desastrosa", na sequência do "ataque terrorista hediondo" perpetrado pelo movimento islamita Hamas contra Israel, no dia 7 de outubro, e da retaliação israelita que se seguiu.

"A União vai lançar a operação 'Ponte Aérea Humanitária da UE', que consiste em vários voos para o Egito para levar mantimentos vitais a organizações humanitárias que estão no terreno em Gaza", dá conta a Comissão Europeia.

Esta ponte aérea "facilitará a prestação de assistência às pessoas necessitadas em Gaza", diz ainda a Comissão Europeia.

Os dois primeiros voos desta ponte aérea realizam-se esta semana e vão transportar carga humanitária da UNICEF, incluindo artigos para abrigos, medicamentos e kits de higiene.

"Tal como anunciado pela presidente [da Comissão Europeia Ursula] von der Leyen no fim de semana, a UE triplicou a sua ajuda humanitária para mais de 75 milhões de euros para apoiar os civis necessitados em Gaza", lê-se ainda no comunicado.

Um "financiamento que será canalizado através de parceiros humanitários, selecionados pela UE, que operam no terreno, tendo em conta a capacidade e o acesso", indica a Comissão Europeia.

A Comissão acrescenta que pode disponibilizar ainda mais ajuda humanitária do que aquela que está prevista, mediante a evolução da situação e pedidos que venham a ser feitos.

O movimento islamita Hamas lançou no dia 7 de outubro um ataque surpresa contra Israel com o lançamento de milhares de mísseis e a incursão de milicianos armados.

Em resposta, Israel bombardeou várias infraestruturas que identificou como pertencendo ao Hamas na Faixa de Gaza e impôs um cerco total ao território com corte de abastecimento de água, combustível e eletricidade.

Os ataques já provocaram milhares de mortos e feridos nos dois territórios.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que Israel está "em guerra" com o Hamas.

Notícia atualizada às 19:53

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