Os serviços de informação ucranianos reivindicaram ontem a responsabilidade pelo primeiro ataque contra a ponte da Crimeia, em outubro do ano passado. Foi a primeira vez que Kiev admitiu oficialmente a autoria dessa operação, que causou a morte de três pessoas e a destruição de parte da ponte que liga a Rússia ao território ilegalmente ocupado em 2014.."Há muitas operações diferentes, operações especiais. Poderemos falar publicamente delas depois da vitória, não vamos falar de outras", disse o responsável pelos Serviços de Segurança da Ucrânia (SBU), Vasyl Malyuk, durante um evento transmitido pela televisão ucraniana de apresentação de mais selos comemorativos. "É uma das nossas ações, nomeadamente a destruição da ponte da Crimeia a 8 de outubro do ano passado", acrescentou, segundo a Reuters..Malyuk não fez qualquer referência ao outro ataque, já este mês, contra a mesma ponte - também conhecida como ponte de Kerch, pelo nome do estreito em que foi construída. A Rússia acusou a Ucrânia de estar por detrás da nova explosão, que terá sido causada com recurso a drones marinhos. Outros ataques contra a Crimeia, mas também contra Moscovo, têm sido possíveis pelo recurso a estes veículos aéreos não tripulados..Ontem, o ministro ucraniano da Transformação Digital, Mikhailo Fedorov, anunciou a entrega de 1700 drones ao Exército graças a doações privadas, o que permitirá reforçar a contraofensiva na Ucrânia. "Apoiamos a contraofensiva enviando 1700 drones para a frente de combate", explicou Fedorov, no anúncio por ocasião do primeiro aniversário do projeto Exército de Drones, uma iniciativa para equipar as Forças Armadas Ucranianas com o maior número possível de aeronaves não tripuladas..Entre os novos drones incluem-se equipamentos de reconhecimento e de ataque, alguns deles com recurso a inteligência artificial para identificar e destruir alvos inimigos, informou Fedorov. O ministro da Transformação Digital lembrou que, desde a sua apresentação em julho do ano passado, a iniciativa possibilitou o treino de mais de 10 mil operadores de drones e criou 11 unidades militares de assalto compostas por dispositivos não tripulados..Entretanto os russos continuam os ataques com mísseis de cruzeiro. A Força Aérea Ucraniana revelou ontem ter intercetado 36 destes mísseis, numa nova onda de ataques contra três regiões: Kiev, Khmelnytskyi e Kirovohrad. Por seu lado, os russos dizem ter travado uma ofensiva contra as suas tropas próximo da cidade de Orikhiv, que teria envolvido centenas de soldados ucranianos."Todos os ataque s das Forças Armadas da Ucrânia foram repelidos. As posições foram mantidas", indicou o Ministério da Defesa russo..O presidente russo, Vladimir Putin, assinou ontem um decreto para a promoção de um grande desfile naval em São Petersburgo, data em que a Rússia assinala o Dia da Marinha. A parada, a que deverá assistir junto com os líderes africanos que estão na cidade para a Cimeira Rússia-África, incluirá uma salva de artilharia e realiza-se nas águas do rio Neva, cujo caudal e profundidade permite a navegação de navios de grande calado, e no golfo da Finlândia..Com Lusa