Sistema para fazer cálculos complexos em Portugal

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Portugal vai acolher a sede do consórcio europeu de supercomputação, o PRACE (sigla em inglês), que ficará em Lisboa após 2010 como rede de acesso a meios de cálculo extremamente poderosos.

"A ideia é criar uma rede europeia dos maiores supercomputadores para concorrer com o que já existe nos Estados Unidos, porque a Europa estava um pouco atrás nesta área", informou Pedro Alberto, responsável pela operação do Milipeia, o maior supercomputador para computação de alto desempenho de Portugal.

O investigador do Centro de Física Computacional da Universidade de Coimbra, instituição que representa Portugal no consórcio de 20 países que formam o PRACE, refere que a sede, cujas instalações ainda estão por definir, ficará provisoriamente em Lisboa durante pelo menos um ano e meio.

A escolha de Portugal foi decidida por unanimidade pela comissão directiva dos principais parceiros desta rede e ratificada pelos cerca de 20 países que formam o consórcio, numa recente reunião em Frankfurt.

Financiado pela Comissão Europeia, o projecto, que arrancou em 2008, prevê a existência de "cinco a seis supercomputadores com enorme poder de cálculo, a funcionar em rede". Uma rede, acrescentou Pedro Alberto,fundamental para se atacar problemas com cálculos muito complexos.

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