O presidente russo, Vladimir Putin, assinou esta sexta-feira um decreto em que aumenta o número de tropas em 15%, uma medida que o exército afirma dever-se a "ameaças" associadas à ofensiva na Ucrânia..Esta medida surge num momento em que tanto a Ucrânia como a Rússia procuram ganhar terreno e reabastecer as suas fileiras no conflito, cujas linhas da frente quase não se movimentaram nos últimos meses.."O aumento do efetivo do exército a tempo inteiro deve-se às crescentes ameaças ao nosso país ligadas à operação militar especial e à expansão contínua da NATO", afirmou o exército, adiantando que que o número de soldados em serviço aumentará em cerca de 170 mil pessoas e que esta era uma resposta "adequada" à "atividade agressiva do bloco da NATO"..O exército russo acrescentou ainda que não planeia alterações ao recrutamento ou levar a cabo outra campanha de mobilização - uma medida impopular que causou um êxodo de homens para fora da Rússia no ano passado..Em vez disso, o exército recorreu nos últimos meses a campanhas de recrutamento, prometendo recompensas financeiras atraentes, especialmente em regiões remotas. Mas os críticos do Kremlin dizem que isto equivale a uma mobilização "oculta" e que os homens continuaram a ser esporadicamente convocados para o exército.