O estudo, que resultou de uma parceria entre o teatro e a Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC), refere que apenas 11% dos 582 inquiridos apresenta um perfil de consumidor ocasional, sendo que cerca de 20% assiste a espetáculos no Teatro Académico de Gil Vicente (TAGV) entre quatro a seis vezes por ano e que 38% assiste a mais de seis eventos.."É um dado muito positivo e muito revelador de que há uma parte do público do TAGV que é um público fiel. Quando olhamos para os números médios de participação cultural, o número do TAGV revela uma participação intensa, com um público que é muito leal e que tem uma relação forte, de grande cumplicidade" com o teatro, disse à agência Lusa o professor da FEUC e coordenador do estudo, Claudino Ferreira..Relativamente à importância que os inquiridos atribuem ao TAGV no panorama cultural da cidade, o espaço de Coimbra recebeu uma média de 7,8 em 10.."Há um grau de satisfação grande", notou Claudino Ferreira, considerando que o TAGV, apesar de ser um teatro universitário, é entendido como "o teatro da cidade" e "o espaço cultural de referência"..Quanto ao tipo de públicos do teatro, cerca de 30% do público é estudante e mais de 50% trabalha.."O TAGV até consegue atrair estudantes, mas tem potencial" para cativar mais alunos do ensino superior, através de "estratégias de mobilização" que não têm obrigatoriamente de passar por uma mudança do projeto artístico, sublinhou..Segundo o estudo, a grande maioria do público é formado no ensino superior - um dado que revela "uma tendência geral" a nível nacional, explanou Claudino Ferreira..O estudo assentou num inquérito aos públicos de espetáculos de música, cinema, teatro e dança apresentados no TAGV durante a primeira metade de 2016..Na temporada 2015/2016, o teatro académico registou mais de 60 mil espetadores.