Prisão preventiva para jovem que esfaqueou colega numa escola em Lisboa

Agressão ocorreu na segunda-feira. Vítima permanece internada
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Um jovem de 16 anos esfaqueou um colega numa escola na freguesia do Lumiar, em Lisboa, na segunda-feira, tendo sido detido e, posteriormente, sujeito a prisão preventiva, enquanto a vítima permanece internada com ferimentos graves, informou a PSP.

A agressão ocorreu após "um diálogo mais aceso entre ambos" os jovens estudantes, na segunda-feira, pelas 16:05, em que o agressor saiu do estabelecimento de ensino e foi a uma loja nas imediações, onde comprou "duas facas de cozinha", que serviram de arma para esfaquear o colega, segundo a Polícia de Segurança Pública (PSP).

"Sem que a comunidade escolar estivesse à espera, o agressor regressou à escola, mesmo após ter sido aconselhado inicialmente a ir para casa, munido de facas, de forma oculta, chamando a vítima para terminar o diálogo num WC da escola", relatou a polícia.

Na conversa à saída da casa de banho, o suspeito da agressão, um jovem de 16 anos, "desferiu um golpe no pescoço da vítima com uma das facas", tendo o colega se refugiado no interior de uma sala onde decorriam aulas, protegendo-se com o auxílio de uma professora, indicou a PSP.

Apesar de a vítima se ter refugiado, o agressor voltou a insistir no ataque contra o colega e a professora também sofreu um corte enquanto protegia a vítima, adiantou.

Posteriormente, no exterior da escola, o suspeito voltou a agredir o colega, "desferindo-lhe um novo golpe no pescoço, fazendo com que ficasse prostrado no solo, sem reação", referiu a polícia, acrescentando que antes de se colocar em fuga o agressor ainda desferiu um pontapé na cabeça da vítima.

"A vítima foi transportada para o hospital face à gravidade dos ferimentos, permanecendo ainda internada", afirmou a PSP.

Depois de fugir do local, o suspeito do crime de ofensas à integridade foi localizado por polícias da investigação criminal, foi detido e, após ser presente a 1.º interrogatório judicial no Departamentos de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, ficou em prisão preventiva, que é a medida de coação mais grave.

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