Pobre em água e rico em açúcares e gordura

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Preto, branco ou de leite, 100 gramas fornecem cerca de 500 a 600 quilocalorias. O chocolate é fonte de magnésio, potássio e ferro. A versão de leite é menos rica nos dois últimos minerais, mas ganha em cálcio. Consumido com moderação, trata-se de um alimento interessante para indivíduos muito activos, como desportistas. Já os sedentários, que precisam de controlar o peso, devem refrear o apetite.

Durante mais de 1400 anos, o chocolate foi usado com fins medicinais pelos antigos povos americanos, como maias e astecas. Ainda é alvo de muitos mitos. A TESTE SAÚDE responde a várias questões dos consumidores.

Os diabéticos podem consumir, mas não devem abusar. Alimento com índice glicémico baixo, não faz subir repentinamente o nível de açúcar no sangue. Não há necessidade de substituir por alternativas com frutose, polióis (malitol e xilitol) e adoçantes.

Algumas pessoas são alérgicas ou revelam hipersensibilidade e desenvolvem eczemas, problemas gastrointestinais, enxaquecas, entre outros. Em princípio, deve-se à presença de aminas, sobretudo tiramina e feniletilamina. A solução? Reduzir o consumo.

O chocolate não faz mal ao fígado, mas, por ser rico em gorduras, obriga a vesícula a segregar mais bílis e contrair-se. Se ingerir grandes quantidades e sofrer uma inflamação na vesícula associada a cálculos biliares, pode sentir dores.

Não está provado que o chocolate provoque acne. Este distúrbio tem sobretudo origem hormonal, característica das alterações durante a puberdade.

A versão de leite contém a gordura desta bebida e o respectivo colesterol. Já o preto é composto por substâncias de origem vegetal, pelo que não apresenta colesterol.

A feniletilamina, semelhante às anfetaminas, pode estimular as emoções. Porém, a quantidade é tão reduzida que não podem ser atribuídas ao chocolate propriedades afrodisíacas. A teobromina e a cafeína, que influenciam o sistema nervoso, têm efeito estimulante. A quantidade é inferior à contida no café.

O consumo diário de grandes quantidades (mais de 100 gr) pode causar uma espécie de dependência, mas não é comparável ao alcoolismo ou toxicodependência. É mais uma necessidade semelhante à provocada pelo café.

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