A entidade, que defende abolição de touradas em Portugal, diz "aplaudir que o município tenha abdicado de espetáculos de violência e crueldade com animais", e condenou a "arrogante provocação" dos promotores de tauromaquia.."O recente anúncio da intenção da indústria das touradas em contrariar a decisão democrática e realizar uma tourada na Póvoa de Varzim, constitui uma arrogante provocação e mais uma tentativa de impor à força uma tradição sem raízes culturais na região norte de Portugal, e que foi introduzida nesta região durante o Estado Novo", pode ler-se num comunicado da Basta..A plataforma lembrou que os "órgãos eleitos na Póvoa de Varzim decidiram em 2018, deixar de apoiar financeiramente a promoção de touradas e dar outro destino à praça de touros, transformando-a num recinto que possa ser utilizado por toda a população durante o ano inteiro", seguindo o exemplo de Viana do Castelo.."A decisão da Câmara da Póvoa de Varzim, tal como a de Viana do Castelo e muitas outras em Portugal, reflete uma sociedade que já não vê os animais como "bestas" que podem ser tratados de qualquer forma, agredidos e sangrados como forma de divertimento", vincou a Plataforma Basta..A entidade acrescentou ainda, no mesmo texto, que "a arrogância da indústria tauromáquica, desesperada com a falta de público, de patrocinadores e com a denúncia do uso de fundos públicos para sustentar a atividade, irá sair derrotada"..Ainda este mês o presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim considerou, também, "ser uma provocação" o anúncio da realização de uma corrida de touros na cidade, garantindo que não recebeu qualquer pedido de licenciamento para tal..Aires Pereira reagiu às notícias de sites especializados em tauromaquia que divulgam a realização de uma tourada na cidade, em junho deste ano, lembrando que desde 2018 o concelho, por decisão da Câmara, ratificada em Assembleia Municipal, decidiu proibir a realização de espetáculos tauromáquicos.."Só posso achar estas notícias difundidas como uma provocação. Mas cá estaremos para dar as respostas adequadas, na altura certa. A decisão não pode ser outra senão rejeitar", vincou o presidente da Câmara da Póvoa de Varzim.