Pelo menos 15 mortos em ataque israelita em Damasco
Pelo menos 15 pessoas foram mortas num ataque aéreo israelita que atingiu um prédio de habitação em Damasco, anunciou esta noite em Beirute o Observatório Sírio dos direitos humanos (OSDH).
Segundo o OSDH, existem civis entre as vítimas após o ataque ter atingido um edifício próximo de um centro cultural iraniano na capital síria.
Em Damasco, a agência oficial síria Sana tinha previamente referido "mortos e feridos", sem precisar o número. A Sana também indicou que diversos edifícios foram danificados. A organização não-governamental (ONG) Observatório Sírio para os Direitos Humanos tenha dito que os mísseis visavam posições da milícia pró-iraniana Hezbollah no bairro Kafar Souseh (de Damasco) e Dawar al-Mazra, a cerca de 12 quilómetros a sul da capital.
A Síria já condenou este ataque e apelou à comunidade internacional para punir o Estado judaico pelos "ataques sistemáticos contra a população".
"Numa altura em que a Síria está a curar as suas feridas, enterrando os seus mártires e recebendo condolências, simpatia e apoio humanitário face ao devastador terramoto [do passado dia 06], a entidade ocupante israelita lançou uma agressão aérea [...] contra bairros residenciais habitados por civis", disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros sírio num comunicado.
O novo ataque, que teve lugar nas primeiras horas da noite passada, "resultou nas baixas preliminares de cinco mártires e no ferimento de 15 civis, além da destruição de várias casas".
"Esta agressão faz parte dos ataques sistemáticos israelitas contra alvos civis sírios, incluindo casas, centros de serviços, aeroportos e portos, intimidando sírios que ainda sofrem os efeitos catastróficos do terramoto" que atingiu a Síria e a Turquia em 6 de fevereiro e matou mais de 3.600 pessoas em território sírio, diz o comunicado.
O ministério observou também que os mísseis israelitas "coincidiram com ataques do Estado islâmico que deixaram dezenas de civis mortos", referindo-se à morte de mais de 50 pessoas num ataque do grupo jihadista, na sexta-feira, contra os apanhadores de trufas na província de Homs, no centro da Síria.
"A Síria espera que as Nações Unidas e o Conselho de Segurança da ONU [Organização das Nações Unidas] condenem os ataques e crimes israelitas e tomem as medidas necessárias para os dissuadir, responsabilizar e punir os seus autores, e assegurar que não se repitam", acrescentou.
Israel já efetuou centenas de ataques aéreos contra a Síria desde o início da guerra civil no país vizinho em 2011, selecionando em particular posições do Exército sírio, das forças iranianas e do Hezbollah libanês, aliados do regime de Damasco.
O Estado judaico raramente comenta os seus ataques contra a Síria, mas afirma regularmente que não permitirá que o Irão alargue a sua influência às fronteiras de Israel. O Estado judaico considera que existe na Síria uma ameaça à segurança de Israel devido à presença de grupos libaneses e iranianos aliados ao presidente sírio Bashar al-Assad.
Em julho de 2022, um ataque israelita efetuado a sul de Tartus, na costa oeste da Síria, tinha ferido dois civis, de acordo com o Ministério da Defesa sírio.

