Notas de rodapé

Publicado a
Atualizado a

1. A confirmar-se a saída de Júlio Magalhães da TVI para o Porto Canal, estará encontrado mais um marco na história da transição de poder entre a televisão generalista e a televisão temática. Talvez se possa dizer que, sendo um bom profissional, Júlio Maga-lhães não foi nunca um pivot como José Alberto Carvalho ou sequer um entrevistador como Judite Sousa. Mas é um rosto amado pelos portugueses - e é, para além disso, o compère predilecto de Marcelo Rebelo de Sousa, talvez a mais importante (e seguramente a mais premonitória) das nossas figuras de televisão. Pois, aparentemente, acaba-se aqui a sua relação com a TV generalista. E o mais natural é que as mudanças da antena para o cabo virem agora uma rotina. Habituemo-nos.

2. Podia pensar-se que, depois de O Senhor dos Anéis e dos seus muitos sucedâneos, que se espalharam por campos tão diversos como o terror, a ficção científica, a acção e o romance, já seria muito difícil encontrar um bom produto na área do fantástico. A Guerra dos Tronos, pelo menos a adaptação televisiva, é esse bom produto. Passa às segundas, no SyFy. Não é imperdível, porque de facto já se tornou difícil aturar o fantástico. Mas não acredito que um só amante do género lhe resista.

3. Gabriela Sobral pode tê-lo dito em modo ajuste de contas, mas tem razão. A informação da TVI melhorou muito do ponto de vista da qualidade e da espessura, mas perdeu a identidade que tinha. No fundo, é uma espécie de informação RTP com um logótipo diferente no canto superior esquerdo e mais publicidade nos intervalos. Só lhe faltou dizer o essencial, portanto: que isso é óptimo.

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt