Moscovo considera terrorista cúpula militar ucraniana

Moscovo sublinha que os nomes dos responsáveis ucranianos vão constar da lista de pessoas procuradas pela Rússia.
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As autoridades da Rússia consideraram "terroristas" os membros da cúpula militar ucraniana pelos ataques contra o território russo "desde abril de 2022", um mês depois da invasão da Ucrânia por ordem do Kremlin.

O Comité de Investigação da Rússia indicou esta terça-feira que entre os envolvidos encontram-se o chefe dos Serviços de Informações da Ucrânia, Kiril Budanov; o comandante da Força Aérea, Nikolau Oleshchuk; o comandante da Marinha de Guerra, Alexei Neizhapapa e o comandante do Regimento de Drones (aparelhos aéreos não tripulados), Sergei Burdeniuk.

O organismo russo assinalou através de uma mensagem divulgada na rede social Telegram que "continuam a ser investigados casos relativos a ataques terroristas com aparelhos aéreos não tripulados contra infraestruturas civis em território da Rússia".

O organismo oficial russo diz que as investigações recolheram "provas suficientes" sobre o papel dos envolvidos "em mais de uma centena de ataques" entre abril de 2022 e setembro de 2023.

Moscovo sublinha que os nomes dos responsáveis ucranianos vão constar da lista de pessoas procuradas pela Rússia.

"O Comité de Investigação continua a trabalhar no sentido de registar os ataques terroristas e identificar outras pessoas implicadas na comissão destes crimes", refere o mesmo comunicado indicando que aumentaram os ataques com drones por parte da Ucrânia contra território russo, nos últimos meses.

O Serviço de Informações britânicos indicaram recentemente que os sistemas de defesa aérea da Rússia estão a registar "dificuldades" na deteção e destruição de 'drones' lançados pela Ucrânia que atingiram "importantes" infraestruturas militares russas.

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