"A situação financeira e prudencial do Moza Banco tem vindo a degradar-se de forma insustentável", diz o Banco de Moçambique em comunicado dirigido ao mercado para explicar a intervenção na instituição financeira detida pela Moçambique Capitais (51%) e pelo Novo Banco (49%)..O banco central moçambicano decidiu por isso suspender "com efeitos imediatos" a administração e a comissão executiva de Prakaschandra Ratilal, tendo nomeado João Figueiredo, ex-presidente do Banco Único, para liderar a instituição provisoriamente. O Banco de Moçambique explica que se mostrou necessário "reforçar medidas extraordinárias de saneamento", com o objetivo de "proteger os interesses dos depositantes e outros credores" e salvaguardar "as condições normais de funcionamento do sistema bancário"..Em maio foi noticiada a vontade do Novo Banco de vender a sua fatia no Moza Banco, quarta maior instituição financeira no país, já que este ativo é considerado não estratégico..[artigo:4477563].João Figueiredo, que assume os comandos "até à normalização da situação", saiu do Banco Único no ano passado, projeto cuja criação liderou (em parceria com o Grupo Amorim) desde 2010, e que pôs a dar lucros e a receber distinções logo ao fim de quatro anos. O banqueiro foi também reconhecido como melhor CEO do setor bancário em África.