Para os críticos, Milo Yiannopoulos não passa de um pregador de ódio. O próprio define-se como "o melhor supervilão da Internet". A verdade é que o jornalista e escritor ultraconservador, editor da secção de tecnologia do site de notícias Breitbart News (cofundado pelo agora conselheiro da Casa Branca Steve Bannon), tem estado nas bocas do mundo - e nas páginas dos jornais..Tudo porque esta vieram a público imagens com um ano de Milo Yiannopoulos em que este parece desculpar a pedofilia. Nas imagens de um podcast, o escritor garante que "jovens rapazes" e homens mais velhos podem ter "relações maduras... em que esses homens mais velhos ajudam jovens rapazes a descobrir quem são"..Yiannopoulos negou as acusações na sua página do Facebook e culpou uma "edição descuidada" das imagens, bem como a má interpretação do "sarcasmo, provocação e humor britânicos" por o que diz ser uma impressão errada das suas palavras..Mas a verdade é que já começou a sofrer as consequências do escândalo. Depois de ter visto cancelado o convite para participar numa conferência de conservadores americanos, onde devia estar também o presidente Donald Trump, a editora Simon&Schuster também pôs fim ao contrato que tinha com ele para o seu próximo livro..Nascido na Grécia há 33 anos mas criado em Kent, no Reino Unido, este filho de uma britânica e de um grego viveu em adolescente com a avó, judia..A viver nos Estados Unidos, Milo nunca está muito longe da polémica. Em julho de 2016 foi banido do Twitter por "incitamento ao assédio". Uma decisão que se seguiu ao ataque que o jornalista lançou naquela rede social contra a atriz negra Leslie Jones, uma das protagonistas de Caça-Fantasmas: Sabe quem Chamar..Cofundador da revista online de tecnologia The Kernel, que teve de vender ao fim de três anos por causa das dívidas. No ano seguinte entrou no Breitbart, um site cujas posições de (extrema) direita são conhecidas. Ali escreveu textos com títulos como "Métodos anticoncecionais tornam as mulheres menos atraentes e loucas" ou "Preferia que a sua filha fosse feminista ou que tivesse cancro?".O Breitbart tem ligações próximas com a Administração Trump e Milo é um fervoroso apoiante do presidente americano a quem chama carinhosamente "daddy!", ou "papá"..Apesar de gay assumido - quando o Breitbart News foi acusada de racismo e antissemitismo escreveu um artigo intitulado "Judeu gay com um namorado negro" - Milo tem feito comentários polémicos sobre os homossexuais, transgénero, mas também negros, muçulmanos ou sobre as feministas.