Lesão de Deco e vírus assustaram Queiroz

Técnico passou o pior dia desde que chegou à África do Sul e pensou que ficaria privado de Deco e Eduardo para amanhã.
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A tarde de sexta-feira e o início da manhã de ontem foram os piores dias para Carlos Queiroz desde que Portugal chegou à África do Sul, no passado dia 6. Até pior que o empate inaugural (0-0) com a Costa do Marfim, neste Grupo G do Campeonato do Mundo, na última terça-feira. Primeiro pela lesão de Deco e depois devido a um vírus que atacou os guarda-redes Eduardo e Daniel Fernandes. A poucas horas do embate com os coreanos, o seleccionador teve algumas horas de preocupação.

O luso-brasileiro lesionou-se já quase no final do treino de sexta--feira, tendo saído da Bekker High School, onde diariamente a turma das quinas treina, com queixas na coxa esquerda.

Ontem, pela manhã, no derradeiro apronto antes da viagem, ao final da tarde, o médio nem sequer subiu ao relvado, tendo ficado pelo trabalho de ginásio. Um comunicado da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) dava conta de "fortes queixas" por parte do internacional português, mas, segundo o DN apurou, Deco estará operacional para a partida de amanhã com a Coreia do Norte, ainda que hoje realize um derradeiro teste para saber da extensão da lesão na coxa esquerda.

Além de Deco, também Simão Sabrosa não participou no treino, remetendo-se ao trabalho de ginásio no Hotel Valley Lodge, na companhia do colega luso-brasileiro. Contudo, no caso do futebolista do Atlético de Madrid, esta opção foi por mera precaução, e Simão Sabrosa fará parte do onze que amanhã subirá ao relvado do Green Point, ganhando o lugar a Danny, que não conseguiu dar sequência no encontro com a Costa do Marfim, na última terça-feira em Port Elizabeth, à boa exibição realizada com Moçambique.

Quanto aos guarda-redes, Eduardo e Daniel Fernandes tiveram problemas gastrointestinais, tudo devido a uma virose que atacou no Valley Lodge, em Magaliesburg. E foi este realmente o problema que mais inquietou o seleccionador Carlos Queiroz, de acordo com informações recolhidas. Tudo porque o treinador português temeu que este problema pudesse arrastar-se para os restantes jogadores, isto a pouco mais de 60 horas do encontro de segunda-feira com os norte-coreanos. Segundo o DN apurou, contudo, ontem, à hora do fecho desta edição, os dois guarda-redes já se sentiam melhores e o vírus ainda não tinha alastrado a qualquer outro futebolista.

E Carlos Queiroz já dormiu mais descansado.

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