O ex-vice-presidente do governo catalão, Oriol Junqueras, permanecerá em prisão preventiva, segundo anunciou hoje o juiz do Supremo Tribunal espanhol. O mesmo acontece com o anterior conselheiro do Interior da Generalitat Joaquim Forn e com os líderes das associações independentistas Assembleia Nacional Catalã (ANC), Jordi Sánchez, e Òmnium Cultural, Jordi Cuixart..O juiz considera não haver risco de fuga, mas afirmou existir risco de repetição dos crimes no caso de Junqueras, Forn e dos "Jordis". "Os seus casos estão diretamente ligados a uma explosão de violência que, a repetir-se, não deixam margem para corrigir ou satisfazer aqueles que foram envolvidos nela", escreveu o magistrado na sua decisão..Os restantes seis antigos conselheiros do governo liderado por Carles Puigdemont serão libertados mediante o pagamento de uma fiança de 100 mil euros cada. Depois de pagarem e serem libertados terão de comparecer semanalmente no Tribunal Supremo de Justiça da Catalunha ou num outro tribunal da sua conveniência. Ficarão também proibidos de abandonar o país e obrigados a entregar o passaporte. O juiz Pablo Llarena lembrou que qualquer incumprimento destas condições implica o regresso imediato à prisão..A coligação Junts per Catalunya - liderada por Puigdemont e que tem Jordi Sánchez como número dois da lista, da qual Forn também faz parte - reagiu pouco depois de conhecida a decisão através do Twitter..A continuidade em preventiva de Oriol Junqueras significa que este não poderá participar na campanha para as eleições de 21 de dezembro. O ex-vice-presidente da Generalitat é o número um da lista da ERC, partido pró independência que está em primeiro lugar das sondagens..O advogado de Junqueras já anunciou que irá apresentar um recurso à decisão de hoje..Agustí Alcoberro, vice-presidente da ANC, defendeu que Sánchez "está na prisão por ter sido presidente da Assembleia" e anunciou que a ANC irá pagar as fianças dos seis conselheiros, mas que estes só "deverão ser libertados de tarde"..Enquanto isto em Bruxelas, o ex-presidente da Generalitat Carles Puigdemont e quatro antigos conselheiros estão esta manhã em tribunal para fazer as suas declarações sobre o pedido de extradição feito por Espanha às autoridades belgas. O Ministério Público da Bélica defende que este seja executado. Tudo indica que a decisão não seja conhecida hoje pois o juiz poderá chamar os cinco catalães para uma nova declaração ou anunciar a data da sua decisão. Seja qual for o entendimento do juiz, a defesa dos catalães e o Ministério Público poderão recorrer da decisão.