O ministro da Defesa israelita deu sinais de que pode estender a sua ação contra alvos iranianos a território do Iraque. "Com efeito estamos a monitorizar tudo o que se passa na Síria e, sobre as ameaças iranianas, não nos limitamos ao território sírio. Isto precisa de ser clarificado", afirmou Avigdor Lieberman em entrevista a um canal israelita. Perguntado se isso significaria uma ação militar no Iraque, Lieberman reiterou que Telavive irá responder a "qualquer ameaça iraniana, não importa onde esteja". Na semana passada a Reuters noticiou que o Irão tinha transferido mísseis balísticos de curto alcance para o Iraque nos últimos meses, com base em fontes iranianas, iraquianas e ocidentais. Bagdad e Teerão negaram o teor da notícia. Mas Telavive, que vê a intervenção das milícias xiitas na guerra da Síria como um perigo para a segurança de Israel e uma forma de expansão da sua influência regional, tem atacado de forma regular bases iranianas em território sírio. Israel começou a realizar ataques aéreos na Síria em 2013 quando começaram a entrar armas e militares do Irão e da milícia xiita libanesa Hezbollah. Um diplomata ocidental disse à Reuters no ano passado que, embora Israel tenha liberdade de ação na Síria - como se vê pela inação da Rússia - não se espera que inicie uma ação militar no vizinho Iraque. Os Estados Unidos, que invadiram o Iraque em 2003 e derrubaram o regime de Saddam Hussein, continuam a tentar alcançar a estabilidade naquele país..O secretário de Estado Mike Pompeo reagiu à notícia da Reuters no sábado, tendo afirmado estar "profundamente preocupado" com a transferência de armas iranianas.. Apesar de tecnicamente estarem em guerra, há décadas que Israel e Iraque não registam episódios de hostilidade. Em 1981, a força aérea de Israel destruiu um reator nuclear iraquiano perto de Bagdad. Durante a guerra do Golfo de 1991, o Iraque lançou 39 mísseis Scud contra Israel. Telavive não retaliou devido aos esforços dos EUA para manter uma coligação árabe contra Saddam. Israel chegou a planear a liquidação de Saddam Hussein em 1992, mas o plano foi abandonado.