Forças Armadas ucranianas garantem que continuam a ganhar terreno

As forças ucranianas estão a ter progressos na sua contraofensiva no sul e no leste do país
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A Ucrânia assegurou, esta terça-feira (13), que as suas forças armadas continuam a ganhar terreno, pouco depois de o presidente russo ter dito que a Rússia está a 'esmagar' a contraofensiva ucraniana.

"Violentos combates ofensivos e defensivos estão a acontecer no leste e no sul da nossa nação", escreveu o chefe das Forças Armadas ucranianas, Valery Zalujny, em publicações nas redes sociais, citado pela Agência France Presse. "Temos ganhos, estamos a aplicar o nosso plano, e avançamos", disse.

As forças ucranianas têm em curso uma contraofensiva no sul e leste do país que Zelensky admitiu, na segunda-feira, estar a ser difícil, mas com progressos.

Segundo Zelensky, a operação permitiu recuperar o controlo de sete localidades que tinham sido tomadas pelas tropas russas.

A contraofensiva ucraniana foi possível graças ao armamento fornecido pelos aliados ocidentais da Ucrânia.

Já Vladimir Putin disse esta terça-feira (13) que o seu exército está a repelir o contra-ataque da Ucrânia, reforçando o que tinha afirmado na segunda-feira.

"As perdas [ucranianas] estão a aproximar-se de um nível que pode ser descrito como catastrófico", afirmou Vladimir Putin, citado pela Agência France Presse, referindo que as perdas russas foram "dez vezes menores".

As informações divulgadas pelas duas partes sobre o curso da guerra não podem ser verificadas de forma independente de imediato.

A Rússia invadiu a Ucrânia alegando que era para "desmilitarizar e desnazificar" o país vizinho, de acordo com os objetivos anunciados por Putin no dia do início da operação, em 24 de fevereiro de 2022.

O conflito mergulhou a Europa naquela que é considerada como a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Desconhece-se o número de baixas civis e militares, mas diversas fontes, incluindo a ONU, têm admitido que será elevado.

A Ucrânia tem contado com o apoio de aliados ocidentais, que fornecem armamento a Kiev para combater as tropas russas.

O Ocidente também tem imposto sanções económicas à Rússia para tentar diminuir a sua capacidade de financiar o esforço de guerra.

No final de setembro, Putin decretou a anexação das regiões de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia ao território da Federação Russa, depois de ter feito o mesmo à Crimeia, em 2014.

A Ucrânia e a generalidade da comunidade internacional não reconhecem a soberania russa nas cinco regiões anexadas.

Kiev exigiu a retirada russa do território da Ucrânia como uma das pré-condições para eventuais conversações de paz, mas Moscovo respondeu que os ucranianos têm de se conformar com a nova realidade.

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